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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Queres ir ver Jesus?

Domingo passado estivemos em Fátima. Depois da missa às 11h na Basílica da Santíssima Trindade, aproveitamos para nos confessarmos. Estava sentada com os mais pequenos à espera da nossa vez. Naquele silêncio profundo, a Irmã que estava presente naquela hora e que costuma orientar as confissões, sorriu para a Sofia quando a viu sentada no meu colo. Ela encostava-se a mim  com um olhar tímido. A Irmã não desistiu e voltou a sorrir, enquanto estendia os braços, dizendo baixinho:" Vem ao meu colo", mas a Sofia agarrava-se ainda mais a mim. Então, a Irmã aproximou-se ainda mais dela e olhando-a nos olhos disse:" Queres ir ver Jesus?". Nesse mesmo instante ela pulou do meu colo e agarrou com a sua mão pequenina a dela. De mãos dadas percorreram uns metros em direção à imagem de Jesus. Eu fiquei espantada e olhei para o Serge. A Irmã apontou para Jesus e pegando-lhe ao colo ambas sorriram. Nesse instante, a Sofia inclinou-se para a frente para dar um beijinho à imagem de Jesus. Aquele gesto da Sofia fez-me pensar e reacender em mim o desejo de servir o Senhor com prontidão, sem hesitação, o "deixar tudo", o saltar do colo, do meu conforto, e segui-Lo, o escolher o essencial sempre que for chamada. Serei eu capaz de o fazer? Será que eu verdadeiramente também quero "ver Jesus"? 

Que tipo de prontidão o Senhor quer de mim?
Amar, amar até doer no meu dia-a-dia, na vocação que Deus me confiou de mãe de família. Será que aquele esforço que eu faço para deixar tudo organizado na cozinha antes de me deitar agrada o Senhor, ou o esforço de empurrar o carrinho na rua com os três ao meu lado fazendo um desvio para a Igreja só para entrar e dizer:" Jesus, gosto muito de ti!" agrada o Senhor?

Bem que eu gostaria de fazer grandes gestos e passar horas diante do Santíssimo, falar do Senhor por toda a parte...

Mas o Senhor me mostra o quando o consolamos nos pequenos esforços do dia-a-dia, o quão sagrado isso é aos Seus olhos se feito com amor...
Dá-me Senhor um coração puro e simples capaz de Te ver, consolar e agir.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

"Fazer tudo o que Jesus nos disser..."

Este fim-de-semana passado estive em minha casa na aldeia a pedir os bolinhos com os mais pequenos. Ao lado da minha casa vivem os meus pais e sempre que voltamos os mais pequenos gostam de matar saudades das coisinhas deles, dos animais, da horta, de brincarem na terra, de estarem com o meu avô ( que está quase a fazer 95 anos). Num desses dias, estava eu sozinha em casa, a ouvir uma boa música enquanto tentava arrumar até ao fim uma série de coisas que com os pequenos é difícil. Estava a sentir-me lindamente, "que cenário perfeito!", pensava eu, " é agora que eu acabo tudo e com calma!" Mas não. Ouvi alguém que bateu à porta. Era a minha mãe.

-" Agora era boa altura para cortares o cabelo ao avô e ao Tio Assis. Amanhã é tudo a correr."
Eu ainda balbuciei. - " Mas,..." Mas calei-me. Não me estava a apetecer nada sair daquele cenário perfeito. Eu estava sozinha aqueles instantes e podia adiantar muito serviço. Mas o senhor me falou ao coração do doce sabor de estar sempre disponível para dizer sim, do doce sabor de ser contrariada e sorrir. Respondi:
- " Vou sair agora"
Cortei o cabelo com muito cuidado, sem correrias. Fiz um esforço enorme por me esquecer da quantidade de coisas que poderia ter feito naquela altura. A cada corte com a tesoura, lembrava-me do Senhor, cuidadosamente aparava o cabelo como se o tivesse a fazer ao Senhor. Enquanto isso meditava:

Será que estamos verdadeiramente disponíveis para dizer sim quando o Senhor nos bate à porta e nos pede coisas? Ou só abrimos quando estamos mal? Quando estamos confortáveis conseguiremos ouvir a Sua voz e segui-la? Ou preferimos escutar só o que nos apetece naquele momento?
No meio das minhas fraquezas, eu desejo "fazer tudo o que Jesus me disser", peço ao Senhor que aumente em mim o amor e alegria de o seguir mesmo que contrariada pelos meus desejos ou projetos. Quero segui-Lo pois eu sei que só ele sabe o que verdadeiramente me fará feliz...
 

terça-feira, 28 de julho de 2015

A verdadeira alegria de estar com o Senhor não passa

Sempre fui fascinada pelas passagens bíblicas e pelo testemunho dos Santos que perante as adversidades, muitas vezes as piores que podemos imaginar custando até a morte física, eram capazes de dar testemunho da alegria e da confiança em Deus.

A narração da prisão de Paulo e Silas, passou muitas vezes na minha cabeça e eu passava imenso tempo a imaginar: "Como seriam aqueles hinos cantados com o corpo cheio de sangue e de chagas abertas?" " Como teriam força para louvar a Deus presos, sem comida e ensanguentados com dores por todo o corpo?". Quase que conseguia imaginar aquelas vozes a ecoar pela prisão, aquelas vozes penetrantes, que só a fé nos pode dar, aquelas vozes que eram o espelho da vida dos seus corações que não estavam presos ao corpo mas a Cristo. Como eu gostava de ter estado lá e escutado aqueles hinos...

"...prenderam Paulo e Silas, e os levaram à praça, à presença dos magistrados.
E, apresentando-os aos magistrados, disseram: Estes homens, sendo judeus, perturbaram a nossa cidade,
E nos expõem costumes que não nos é lícito receber nem praticar, visto que somos romanos.
E a multidão se levantou unida contra eles, e os magistrados, rasgando-lhes as vestes, mandaram açoitá-los com varas.
E, havendo-lhes dado muitos açoites, os lançaram na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança.
O qual, tendo recebido tal ordem, os lançou no cárcere interior, e lhes segurou os pés no tronco.
E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam."
Atos 16:19-25



Nesses testemunhos eu sabia que aí estava um grande segredo para eu viver na minha vida: Não perder a alegria. Sim, é difícil! Mas eu não o podia desperdiçar! Sim, não é impossível! É uma caminhada que se vai fazendo...

É necessário estarmos sempre gratos por tudo o que nos acontece, seja agradável ou não. É necessário aceitarmos o que já passou e entregarmos o futuro mais nas mãos de Deus, do que nas nossas próprias forças. Mas eu só comecei a perceber melhor na prática quando comecei a suplicar ajuda a alguns santos. Chamo-os sem cerimonias ou distâncias mas com o coração. Como eles estão disponíveis para nos ajudar! Eles são os nossos irmãos mais velhos e já fizeram o caminho.

Há dias que eu sinto muito a presença do Senhor, expresso o meu amor e falo muito com Ele, acontecem-me coisas muito sincronizadas, consigo realizar mil e uma tarefas e um amor muito grande enche o meu coração capaz de unir todo o mundo. Estava num desses dias quando senti no meu coração a voz do Senhor: "Não é neste dia que demonstras o teu amor por Mim"
Achei um bocado estranho, pois sentia muito a presença do Senhor.

Por outro lado, há dias que parece que tudo corre mal, vocês sabem bem o que isso quer dizer...
Pois bem, estava eu num dia desses, em que até a presença do Senhor parecia mais longínqua e me esforçava por rezar com fervor sem êxito. Senti dentro de mim algo como: " Eu dou-te a alegria se Me amares agora."

Sou desafiada a amar mais o Senhor nos meus momentos difíceis, nas contrariedades, nas fraquezas, quando tudo corre mal. Como o Senhor me enche de alegria simplesmente por aceitá-las.

Se as coisas correm bem, alegro-me, louvo e agradeço a Deus, todas as graças pois é Ele que permite.
Se as coisas correm mal, sei que tal como as boas estas também são passageiras, esforço-me por aproveitar ao máximo e vivê-las sem reclamar e poder oferecer este gesto de amor ao Senhor.

Perdemos muito tempo com medo de coisas que podem correr mal, fixos naquilo que julgamos ser mau na nossa vida. Será que o Senhor está a dormir nos nossos momentos difíceis? Eu não acredito e mais, eu sei que ele sabe o que é o melhor para nós. 

Porque colocamos tanto peso nas coisas sejam elas boas ou más e não simplesmente as aceitamos como são? Se simplificássemos não seriamos todos mais alegres?

Já repararam que as coisas boas ou más são passageiras mas a verdadeira alegria de estar com o Senhor não passa?


quinta-feira, 23 de julho de 2015

O nascimento da Sofia e o Senhor

Dos três partos o único que o Serge não esteve presente foi o da Sofia. Sabíamos à partida que era uma situação que poderia acontecer uma vez que ela iria nascer em Dezembro e o Serge tinha muito trabalho nessa altura. Estávamos à distância de duas horas e tal e como era o terceiro parto tudo podia acontecer. Mas isso não foi impedimento de ter vivido uma experiência muito intensa, eu diria até mais, foi o parto em que eu estive mais próxima do Senhor.
Quando fiz as quarenta semanas fui observada no Hospital.
-" Não há dúvidas, a Senhora está a entrar em trabalho de parto. Fica já internada." Esta foi a indicação que o Serge e eu ouvimos. O nosso olhar foi cúmplice. Estava quase a chegar a hora e até calhava bem pois ele estava ali ao pé de mim.

Fui internada. Quem me observava era unânime: bastava provocar o parto e a Sofia nascia, além disso, ela já devia estar bem pesadinha. Eu sempre desejei respeitar o tempo de cada coisa, esperar o tempo de Deus, estar atenta aos sinais, tentar não interferir. Eu perguntava sempre que era observada:
-" Está tudo bem comigo? Está tudo bem com o bebé?"
Se sim, porque tinha eu que decidir qual o dia em que ela iria nascer? Eu preferi esperar.
Estive internada duas vezes ( porque os médicos me diziam que estava em trabalho de parto, mas na verdade ainda não era a hora), cada uma das vezes, 2 ou 3 dias e na terceira vez que estive internada foi quando a Sofia nasceu.

Enquanto estive internada das duas primeiras vezes, havia alturas que já tinha bastantes contrações que alternavam com momentos em que não tinha nada. Os médicos diziam para eu caminhar para acelerar o trabalho de parto. A verdade é que nunca estive parada e o Senhor me proporcionou uma experiência que jamais me vou esquecer. Dessa experiência guardo muitas memórias que mais tarde espero poder contar à Sofia.

Enquanto caminhava pelos corredores do Hospital, conheci muitas histórias, falei com muitas grávidas, conheci muitas vivências dolorosas, com medos, sem fé. Eu estava lá, quando algumas grávidas entraram de emergência no hospital. Lembro-me de ir cumprimentar várias vezes por dia uma grávida que não parava de vomitar sempre que comia e que estava a soro. E as mulheres que tinham sido internadas comigo pela primeira vez já tinham todas tido os bebés, algumas tive a oportunidade de me despedir e visitar. Enquanto falava com uma grávida no corredor e meditava naquilo que acontecia à minha volta, disse comigo mesma: " Eu tenho que descobrir a capela do hospital!" E comecei a perguntar às pessoas se sabiam onde ficava a capela.
- " Capela?! Mas um hospital também tem capela?" E eu com um sorriso, sem responder, lá continuava  a tentar encontrar informações. Finalmente lá encontrei a capela. Abri a porta e senti um silêncio na alma. Estava vazia. A capela estava muito fresca, havia um silêncio profundo que até se ouvia o eco dos pequenos barulhos ao caminhar.  Falei com o Senhor no meu íntimo. Precisava tanto de sentir a Sua presença junto de mim, ter a graça e a benção do Senhor no parto da Sofia. Pedi também por todos os bebés que eu sabia que iriam ser abortados naquele dia, mesmo após de eu ter tentando falar com algumas mães, elas já estavam decididas...Mas supliquei de novo ao Senhor. Na porta, um contato de telemóvel, do capelão.
Não hesitei. Liguei logo para o número do capelão e disse-lhe: " Eu preciso de me confessar antes da minha bebé nascer!" Ele muito simpático e disponível marcou logo uma hora para me confessar.
Além da confissão, pude receber Jesus. Que alegria para mim! Senti-me tão abençoada, tão cheia de graça!"

Passado poucos dias a Sofia nasceu. Em duas contrações fortes ela saiu. Com a ajuda da enfermeira, eu puxei-a cá para fora e cortei-lhe o cordão umbilical. Ela mal saiu da minha barriga, ficou coladinha a mim, só coberta por uma manta, a mamar. Foi uma experiência fantástica do amor de Deus! Eu só me sentia grata por tudo. Fui encaminhada para um quarto com mais três mães e os seus bebés. 
No dia seguinte, na hora da visita, todas as mães tinham os seus acompanhantes e familiares. Nessa altura, eu estava a falar com uns familiares da mãe da cama ao meu lado. De repente, com um grande sorriso, vejo entrar no quarto o sacerdote que me confessou e uma irmã, que também era enfermeira.
-" Parabéns, mamã! Já soube que teve a sua menina! Venho-lhe trazer Jesus!"
Eu abracei-o e agradeci a visita.Como estava contente de poder receber Jesus de novo!

Ele disse-me:
-" Vamos fazer as orações antes de receber Jesus?" Eu acenei com a cabeça.
-" Em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo..."
Senti o olhar espantado e curioso de quem estava na sala, mas estava tão feliz que depressa me esqueci de tudo à minha volta. Naquela sala, durante uns minutos, dei testemunho público de que era católica e que amava o Senhor. Como eu desejo que o meu testemunho seja toda a minha vida...

Ao me despedir do sacerdote, a minha colega de cama disse-me:
-" Tens muita fé, não é?" Eu não me lembro das palavras, nem da minha resposta mas lembro-me de sorrir, pois estava muito feliz.

Mais tarde, ao deitar-me na cama para descansar, lembro-me de que a minha alegria se misturava com a tristeza de saber que muitas das almas que estavam ali não conheciam a graça de receber Jesus nem a benção que é ter um sacerdote...

Na verdade todos os momentos mais importantes da minha vida:  o meu casamento, o batizado dos meus filhos, os retiros espirituais, a caminhada da Aldeia de Caná em Proença são ou foram marcados com a presença e dedicação de um sacerdote. Sem ele como poderemos receber Jesus?

Partimos do pressuposto que ter perto de nós um sacerdote, é um dado adquirido, mas não é verdade! Quando compreenderemos o valor imenso que é a vida de um sacerdote?
É fácil criticarmos, encontrarmos defeitos... mas alguém se lembra  das dificuldades que eles passam na paróquia? Seremos nós capazes de apoiar, elevar, defender os sacerdotes das nossas paróquias? Um sacerdote é o rosto do Senhor na terra...


sexta-feira, 17 de julho de 2015

A nossa casa

Desde que a nossa família nasceu já tivemos muitas moradas. Vivemos em Cascais durante um tempo, no Brasil, em casa dos meus avós e hoje na casa da Paz, como os mais pequenos lhe chamam.  Sei que tudo o que tenho na minha vida é dádiva de Deus e tem um propósito. Esta casa onde moramos agora é fruto da providência e do Amor de Deus que chegou até nós, pelas mãos amorosas dos nossos pais e avô. A casa e o terreno estavam em ruínas e aos poucos fomos arranjando. Há tanta coisa ainda para acabar, pintar, arranjar. Não sei se ela alguma fez vai estar acabada, pois há sempre coisas que podemos melhorar, alterar e adaptar em função do crescimento das crianças. 
Sim, como era bom, ter já tudo arranjado, sem sinais de obras, mais arrumação e uma horta bem cuidada sem ervas...
Muitos casais quando se casam preocupa-se em ter logo uma casa pronta e vivem e trabalham a pensar nisso acima de tudo. O Senhor bem sabe que temos de ter o necessário para viver, uma casa, bens materiais, um trabalho. Mas nunca nos devemos esquecer que devemos viver e trabalhar nesta vida para construirmos do outro lado a nossa verdadeira casa. Com os nossos gestos de amor verdadeiros construímos tijolo a tijolo a nossa casa no céu e essa casa é para sempre! Tenho descoberto a riqueza de ir construindo aos poucos, na espera e simplicidade os pequenos recantos da nossa casa e confiar que todos estamos aqui de passagem nesta terra. Na verdade, não me sinto apegada à nossa casa. Gosto muito de cá estar com a minha família mas desejo sentir-me em casa em todas as casas onde o Senhor me chamar a servir. Só uma coisa é importante para mim, levar o coração cheio da presença do Senhor onde quer que esteja! 

-" Olha, Clarinha, uma casinha de madeira tão engraçada! O teto abre e fecha e lá dentro tem um espaço vazio... ficava engraçado colocar lá dentro uma imagem pequenina de Jesus, não achas? A nossa casa é qualquer casa onde Jesus esteja lá dentro, não é?"- Ela acenou com a cabeça- " Tu sabes onde é a nossa verdadeira casa?"
- " No céu!"- respondeu ela com um sorriso.
-" Lá em cima fica o céu e cá em baixo a nossa casinha, não é? Espera aí um pouco que vou buscar a máquina para te tirar uma foto! "


- " Espera aí, mamã! também quero que me tires uma foto!"- disse o Gabriel a correr enquanto pegava na casinha.
- " E tu sabes a resposta? Onde fica a nossa casa?"
-" No céeeeuu!"



Hoje antes de rezarmos o terço, o Gabriel disse-me:

- " A nossa vida é como se estivéssemos de férias!"
-" Como assim?"
-" As férias passam rápido, como o nossa vida que pode ir no máximo até aos 100 anos mais ou menos e nas férias dormimos em tendas, que não são as nossas casas verdadeiras. Quando acabam as férias vamos para as nossas casas e dormimos lá sempre, como no céu."

Será que paramos para pensar e nos apercebemos que esta vida é passageira? Nesta vida dormimos em tendas, porque nos preocupamos tanto com coisas que passam? Porque  ocupamos tanto a nossa cabeça em ter mil e um utensílios em casa  e nos esquecemos de dar prioridade á única coisa que é necessária: seguir o Senhor. Porventura levaremos connosco os nossos bens, a nossa casa quando morremos? 
E se o Senhor nos chamar amanhã? Será que temos uma casa pronta pelos nossos gestos de amor lá no céu?

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Fazer a diferença

Tenho consciência que todos os dias me é colocado um desafio no meu coração. Aliás, não é somente um desejo meu, é acima de tudo algo que persiste na minha consciência e não me larga e mesmo que eu finja não escutar ou não ver, é algo que não desiste de me alertar. É como um sinal vermelho que se acende e não apaga até que eu termine o que tenho que fazer. Sim, é verdade, muitas vezes não sou fiel a esse sinal e finjo não o ouvir ou ver. Eu chamo-lhe o meu grande desafio diário. Chamo-lhe grande porque é realmente transformador para mim quando o sigo, mas na verdade a maior parte das vezes é invisível aos olhos dos outros e consigo realizá-lo principalmente nas coisas pequeninas. O meu grande desafio diário é fazer a diferença onde quer que eu esteja, quer eu esteja fechada em casa a limpar ou a cuidar dos meus filhos ou quando passeio na rua ou quando encontro amigos. Em cada tarefa, em cada pessoa que encontro, em cada circunstância que me apareça, acende-se a luzinha vermelha e a pergunta: " Estarei eu a melhorar o espaço onde estou? Estarei eu sempre que encontro alguém ou me cruzo com alguém a elevar essa pessoa, a deixá-la mais feliz e esperançosa?"                                                                                                       

Quando estive no parque com as crianças, por exemplo, uma das meninas que estava connosco disse-me que queria ir à casa de banho. Eu acompanhei-a. Numa das divisões um autoclismo corria água que não parava. As pessoas passavam e não ligavam. "Para quê, ligar? Não fui eu que deixei a água a correr e além disso estamos numa casa de banho pública!" Este parecia ser o pensamento de todos. Um cristão não pode ser indiferente às pequenas coisas. Um cristão tem de lutar contra um coração de pedra, frio, indiferente a tudo o que acontece à sua volta, a um coração medroso, sempre com medo do que os outros vão pensar. Somos chamados a fazer a diferença e a  agir em toda a parte como se estivéssemos em nossa casa e cuidar de tudo e de todos com igual amor.  Sei que não é uma tarefa fácil! Mas mesmo que quisesse fingir que não ouvia era impossível, lá estava a luzinha vermelha a me chamar. Lá fui eu. Carreguei simplesmente de novo no botão do autoclismo e a água parou. Que coisa tão simples! 

Achariam estranho, se o Senhor um dia mais tarde me pedisse contas de toda aquela água que tinha sido desperdiçada se não agisse? Tudo o que acontece à nossa volta somos de certa forma responsáveis.

Quando passeamos na rua, será que a nossa presença ajuda os outros? Será que nos preocupamos em deixar a rua mais limpa do que estava antes de passarmos ou nem ligamos e deitamos para o chão aquele lenço minúsculo porque o caixote do lixo ainda ficava longe? E se virmos uma garrafa no chão passamos ao lado e não a apanhamos só porque não fomos nós? 

Quando passeio na rua gosto de sorrir para as pessoas discretamente. Gosto de arrancar sorrisos de quem passa e acho engraçado a reação e o olhar de quem me observa com três filhos agarrados a mim no passeio ou a falarem e a pedirem coisas ao mesmo tempo. Acho que as pessoas saem mais divertidas da rua quando cruzam connosco e me vêem!

Quando conheço alguém ou me cruzo com alguém pela primeira vez ou mesmo que já a conheça bem, o Senhor me mostra sempre  que todos têm qualidades, sem excepções. Procuro encontrá-las. Mesmo que sejam poucas ou insignificantes elas são o tesouro, através do qual o Amor de Deus pode entrar nas suas vidas. Procuro elevar as pessoas mostrando-lhes tudo aquilo que ainda podem fazer de bom com as suas qualidades.

Na verdade, todos nós temos esta luzinha vermelha dentro de nós que nos chama a agir, que nos desafia diariamente a fazermos a diferença!  Estaremos nós dispostos diariamente a sermos fiéis a ela nos pequenos gestos? Acreditem que é trabalhando as pequenas coisas, os gestos simples do dia-a-dia que mudamos o mundo e experimentamos a verdadeira alegria de ser de Cristo!



quarta-feira, 1 de julho de 2015

Permanece em Mim

Quando estou sozinha em casa com os três, tenho momentos de grande aventura, diversão, trabalho mas também trabalho em equipa e de alguns momentos mais cansativos. Hoje compreendo que esta escola belíssima que é a maternidade é o caminho que eu precisava para me aproximar verdadeiramente da união com Deus.

- " Mamã, sabes como se consegue pilotar este avião? Olha, como tem esta curvatura aqui nas asas, ele consegue subir e voar melhor... Mamã, estás a ver?" O Gabriel falava entusiasmado e sempre a olhar para mim, enquanto a Clarinha puxava-me pelo braço e insistia: 
-" Olha, mamã! Olha, já consigo fazer esta ginástica e este salto! Tens que ver!" Enquanto isso, a Sofia agarrava-se às minhas pernas e choramingava, pois queria colo.
O Gabriel ao olhar para trás gritou:
-" Mamã, nem queiras saber o que a Sofia despejou no tapete?"
Enquanto, tudo isto acontecia eu só pensava: " Será que eu sou capaz de arrumar até ao fim a mesa sem interromper mil e uma vezes?" 

Há um tempo atrás ficava stressada e desanimada quando sentia que não dava conta do recado mas há uns dias atrás aconteceu uma situação semelhante e ao telefone partilhava ao Serge, toda contente:

-" Sabes, esta tarde houve muita festa cá em casa com os três! No meio de tudo aquilo, antes que o desespero tomasse conta de mim, comecei a rir à gargalhada à frente deles. Afinal, eles estavam só a brincar. Até parece que já me esqueci o que é ser criança! Eles ficaram a olhar para mim e começaram a rir também, eu só pensava: " Estas são as minhas prendas para ti, Senhor, permanecer na alegria, não deixar que o meu coração se perturbe, permanecer no teu Amor..."

Enquanto faço limpezas grandes lá em casa com os três, limpando móveis, o frigorífico, tirando o gelo ao congelador, fazendo o que tenho a fazer, o Senhor tem dito ao meu coração: " Tens tarefas a realizar, realiza-as o melhor que sabes. Mas lembra-te: o teu pensamento deve estar sempre em Mim, voltado para Mim, pede-me ajuda, deseja consolar-me com os teus sacrifícios."
 É assim, que se edifica uma grande Aldeia. Realizar as tarefas mais simples que Deus nos traz em cada dia como o trabalho, a lida da casa, ou o cuidar dos filhos, a família mas  sempre com o pensamento no Senhor.

Para escrever este post, tive mil e uma paragens pelo caminho, a Sofia a puxar-me, o Gabriel e a Clarinha a pedirem-me para ir buscar o avião de papel que aterrou do outro lado da estrada, fora do portão, enfim... O importante é que o post está cá e é dedicado a todos vocês. Se valeu os sacrifícios? Não tenho dúvidas!

Abençoados obstáculos, fracassos, dificuldades, trabalho que tenho na minha vida! Oferece-os com Amor ao Senhor e sei que são o combustível para edificar a Aldeia de Caná de Proença-a-Nova! 
É tudo o que tenho para oferecer: a minha vida. 
Se não formos nós os primeiros a oferecer ao Senhor os nossos sacrifícios, será que alguém se ofertará para o fazer no nosso lugar? 







sábado, 27 de junho de 2015

Total consagração ao Senhor

Quando li o post da Teresa sobre a sua participação no Painel da Vida consagrada, lembrei-me de uma experiência muito forte que tive há uns anos atrás. Nessa altura, só tinha o Gabriel, ele era muito pequeno e era Verão. Numa conversa com o Serge,  partilhei o meu desejo de passar 2 ou 3 dias num convento nesse Verão, sentia um chamamento. Lembro-me que precisava de um tempo para parar e sentia-me cansada. Bom, eu podia não ter ligado a isso e continuar a minha vida com as minhas tarefas diárias, mas não. Apesar de não compreender muito bem, continuei. Voltei a falar do assunto algumas vezes e o Serge concordou. Não conhecia nenhum convento nem sabia se os conventos recebiam pessoas. Fiz uma pesquisa rápida para saber qual o convento mais perto da minha casa. O meu desejo interior era estar em silêncio diante do Santíssimo. Pouco tempo depois, cheguei aos dados das Irmãs Clarissas, do Mosteiro de Santa Clara e do Santíssimo Sacramento de Monte Real. Sim, era lá que eu tinha que estar, adorando o Senhor! 
Não sabia o que iria encontrar, não conhecia nada, apanhei um autocarro que me deixou perto do convento e sorridente entrei. 
Lá as irmãs vivem em Clausura e apenas era permitido falar com as irmãs que serviam as refeições. Permanentemente elas estão em adoração diante do Santíssimo. Foi muito marcante para mim!
Lembro-me de pensar: " Não vou desperdiçar esta oportunidade, vou passar o tempo todo que conseguir até me doer os joelhos diante do Senhor!"
No coro as Irmãs iam e vinham e estava sempre uma em adoração, assisti a todas as orações que faziam. Só saia para comer e até acho que chegava já bem depois da hora. Senti uma gratidão enorme por estar ali e na primeira oportunidade perguntei a uma irmã enquanto servia-me a refeição: " É possível falar com a Madre Superior?"
O tempo foi passando e ao avisar que iria embora, uma irmã muito querida chamou-me: " A Madre Superior quer falar consigo". Eu fiquei muito contente. Como eu queria agradecer do fundo do meu coração tudo aquilo que tinha vivido!

Já não me lembro muito bem as palavras certas do nosso diálogo. Ela ao perguntar o meu nome, disse-me que tinha reparado na minha presença em todas as orações e no meu desejo de estar com o Senhor. Perguntou-me o que eu sentia diante do Santíssimo aquele tempo todo e  como eu falava com o Senhor. Não me lembro muito bem da minha resposta mas lembro-me de lhe falar do silêncio, de me sentir vazia sem palavras, apenas ali presente. Eu queria estar dentro da hóstia no meu pensamento e coração. Depois perguntou-me: " A jovem não quer vir para o mosteiro e ser Clarissa?" e eu respondi-lhe com um grande sorriso: " Eu sou casada e tenho um filho." Nunca me vou esquecer da expressão do seu rosto, pois não estava à espera de tal resposta, pelo meu desejo de me unir ao Senhor. 

Sim, é possível sim, constituirmos família e vivermos a vida como uma total consagração ao Senhor, buscando-O acima de todas as coisas, adorando-O, levando-O às nossas crianças na simplicidade dos pequenos gestos de amor, na alegria e no conhecimento da palavra de Deus !








quarta-feira, 24 de junho de 2015

A oração de Ana

A oração de Ana, mãe de Samuel é a minha inspiração de como orar ao Senhor. Ana era estéril e vivia amargurada pois queria ter filhos.

Em 1 Samuel 1, 10-12:

" Ana, profundamente amargurada, orou ao Senhor e chorou copiosas lágrimas. E fez um voto, dizendo: ' Senhor do Universo, se te dignares olhar para a aflição da tua serva e te lembrares de mim, se não te esqueceres da tua serva e lhe deres um filho varão, eu o consagrarei ao Senhor, por todos os dias da sua vida, e a navalha não passará sobre a sua cabeça.' Ela repetiu muitas vezes a sua oração diante do Senhor"

Muitas pessoas repetem esta expressão: " Seja o que Deus quiser" no sentido de que não vale a pena pedir nada a Deus, ou " tanto faz", ou "Deus é capaz de ficar ofendido se eu lhe peço coisas". Não, Deus dirige sempre o Seu olhar para as almas que se incendeiam em pedidos de amor e se oferecem no seu pedido. Muitos têm problemas e dizem: ' Deus não me ouve nem se importa com o meu sofrimento.' Não é bem assim. Enquanto falarmos com Deus de uma forma morna ou pensando só em nós, eu não creio que estejamos realmente a orar. 

Ana era estéril. Ela tinha uma dor na alma, um desgosto por não ter filhos. Ela podia muito bem pensar assim: ' Eu sou estéril. Deus não quer que eu tenha filhos' e ficava por aqui. Mas não, Ana tinha a alma inflamada de fé, determinação, confiança. Ela não tinha uma alma morna, uma alma do " tanto faz", mas ela correu sem demora para o Senhor na sua aflição e derramou totalmente toda a sua alma  na Sua presença, ela rasgou o coração em lágrimas e fez um voto. Mesmo se o Senhor não a atendesse no pedido ela não hesitou e pensou: ' E se eu ficar com muitas expectativas e não acontecer?' Não, ela avançou confiante, pois o pedido que ela fazia o consagrava totalmente ao Senhor! 

Será que andamos a fazer pedidos a Deus para termos mais que os outros, para nos mostrar? Será que os nossos pedidos são realmente para nos fazer pessoas melhores, pessoas cheias de amor?

Ana não pediu um filho para se mostrar aos outros. Ela pediu um filho para dar honra e glória a Deus, pois o seu coração ardia pela maternidade e o ofereceu. E sabem, o que aconteceu? 
Por este gesto tão belo o Senhor deu-lhe a graça depois de Samuel de dar à luz mais três filhos e duas filhas! 

Eis o segredo: quando orarem ao Senhor pedindo o que quer que seja, consagrem tudo totalmente ao Senhor e não tenham medo. 

"Mas vamos pedir algo a Deus para depois Ele nos retirar de volta?"
Estamos tão apegados aquilo que pedimos que até temos medo que Deus nos tire se o consagrarmos a Ele. É precisamente o contrário! Consagrarmos as coisas, os filhos, a família a Deus é a segurança que nunca os vamos perder, servindo na terra para a Glória de Deus e depois se tudo é para Ele é Nele e para Ele que um dia estaremos juntos na eternidade...

Quais são os problemas que vocês estão a enfrentar? Aqueles que vos fazem sentir amargurados, com o coração apertado?
Vocês acham mesmo que já não vale mais apenas rezar por eles?
Para quem ou para quê correm sem demora em primeiro lugar quando têm uma aflição?

Será que os vossos pedidos são feitos com " copiosas lágrimas" ou são feitos com o pensamento: " se aconteceu, aconteceu, senão.. paciência"?
Será que estão dispostos a fazer um voto sincero com o Senhor, pelo vosso pedido? Ou não querem fazer nada e só esperam receber, receber...?
Quantas vezes já repetiram o pedido ao Senhor? Ana repetiu vezes sem conta...

Antes de acontecerem os encontros mensais das Famílias de Caná em Proença- a - Nova, eu lembro-me de fazer esta oração vezes sem conta:

" Querida mamã , Maria, eu não conheço famílias dispostas a estarem presentes para os encontros aqui em Proença, mas tu sabes o quanto é urgente ajudar e unir as famílias... Tu sabes o desânimo e os problemas que passam...Eu estou disposta a fazer os encontros de qualquer maneira, só preciso que sejas tu a convocar as famílias, tu conheces os seus corações melhor que eu. Leva-me até elas, eu só as quero levar ao Senhor."






quarta-feira, 10 de junho de 2015

Adoração ao Santíssimo Sacramento

Como eu gosto de falar com o Senhor... Mais ainda de falar com o Senhor de olhos fixos no seu Corpo e Sangue oferecido por nós na Santíssima Hóstia. Gosto de falar com Ele abrindo todo o meu coração, rompendo todos os meus limites humanos do que eu sou capaz ou não. Falo com Ele como se já estivesse no céu, confiante que mesmo pecadora e imperfeita que sou, ainda trilhando o caminho, caindo e levantando, ainda me esforçando a amar um pouquinho mais como o Senhor amou, ainda neste corpo mortal, não duvido que o meu coração pode voar ao Seu lado...

 Uma vez por mês o grupo de oração à noite reza o terço diante do Santíssimo e louva o Senhor com muitos cânticos. Apesar de cansada e de ter de me levantar muito cedo no dia seguinte, não quis perder a oportunidade de ter este momento de adoração mais intimo com o Senhor, pois ultimamente com as crianças não é tão fácil.
Como desejo muitas graças do Senhor nesta fase da minha vida, sei que tenho de mergulhar bem fundo no Seu coração amoroso e visitá-Lo mais vezes no Santíssimo.

Enquanto conduzia até lá, só me lembrava da passagem bíblica dos dois discípulos no caminho de Emaús que dizia: «Não nos ardia o coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?» ( Lc 24, 32) Era isto que eu sentia...

Diante do Senhor, não me lembro de ter tido uma conversa tão longa com Ele, acho que nunca tinha falado tanto com Ele como desta vez e prometi-Lhe tudo, tudo, desejava oferecer-Lhe tudo, como numa conversa de namorados em que prometemos mundos e fundos. No meu coração não havia limites nem de capacidade física, nem de espaço ou tempo.  Ao aperceber-me disso, disse-Lhe: "Senhor, talvez ainda seja como Pedro que disse que iria contigo até à morte e não teria medo, e depois Te negou três vezes... Sim, é possível isso acontecer não três, mas muitas vezes, mas não importa, eu sei que mesmo se isso acontecer muitas vezes, Tu virás perguntar-me de novo:" Rute, tu amas-me mais do que tudo?" Sim, eu sei que virás e eu responder-te-ei tantas vezes quantas as vezes que  Te negar : " Sim, Senhor Tu sabes que eu Te amo... "

Descobri que o Amor não tem limites e chega aonde o nosso coração chegar...
Porque o nosso coração não se abre diante do Senhor? 


Imagem tirada da net

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Ele vem passear connosco pelas ruas e abençoar-nos...

- "Imaginem uma pessoa muito famosa, em todos os meios de comunicação social se ouve falar da vida dela. Sabemos a idade, onde mora, o que gosta de fazer, e até sabemos quem são os seus amigos e família... Contudo vocês nunca falaram ou estiveram pessoalmente com ela. Vocês acham que essa pessoa é importante na vossa vida ou a podem chamar amigo?" - Esta foi pergunta que fiz na catequese ontem aos meus meninos do 6º catecismo já no fim do nosso encontro. Eles foram unânimes e responderam:
- " Não, catequista."
- " Pois, bem. O mesmo acontece com Jesus na nossa vida. Podemos saber muitas coisas acerca Dele, ele até é uma pessoa muito famosa. Na catequese aprendemos muito acerca da vida Dele, mas se vocês não O visitarem, falarem com Ele, pedirem-Lhe ajuda, irem receber o alimento na Eucaristia para serem fortes, Ele nunca será uma pessoa importante na vossa vida..."
Nos minutos antes de terminar a catequese , ficámos ali a pensar em tudo aquilo que precisávamos fazer ao longo do nosso dia para termos esta proximidade e intimidade com Jesus.

-" Catequista, hoje não vou à procissão."- disse-me um dos meninos. Dou sempre catequese antes da missa e ontem, como se celebrou a solenidade do Corpo e Sangue de Cristo na paróquia, tínhamos a procissão com o santíssimo nas ruas.

-"Imagina que tinhas uma amigo que estava sempre no quarto à espera que o fosses visitar pois ele não podia sair de lá. Só um dia por ano ele podia sair à rua e passear contigo. Tu ficarias em casa e deixavas-o sozinho? Tenho a certeza que não. Olha, Jesus, é esse amigo que se encontra o ano inteiro fechado no sacrário da nossa igreja por amor, para nos servir de alimento. Mas uma vez por ano, ele vem passear connosco pelas nossas ruas e abençoar-nos. Não é tão maravilhoso? Vem à rua, vem acompanhar o teu amigo..."  

Ontem o dia estava encoberto mas muito abafado e quente, no momento da procissão não havia um raio de sol.
Jesus lá estava connosco, caminhando ao nosso lado. as ruas estavam coloridas e perfumadas de pétalas de rosa e de outras flores da época.










A Clarinha fica sempre deliciada nas procissões, quis ir de mão dada com os anjinhos perto de Jesus  e no fim levou muitas rosas e flores para Jesus,  para deixar no nosso canto de oração.

No meio do percurso da procissão, o céu abriu-se e raios de luz intensos perfuraram as nuvens. Senti a benção de Deus sobre as nossas famílias e sobre todas as famílias de Caná espalhadas pelo país...




terça-feira, 2 de junho de 2015

Esvazia-me Senhor e enche-me de Ti...

Sempre antes de me deitar costumo analisar a minha consciência. Oferto o meu coração ao Senhor e tento permanecer naquele amor. Para mim a noite, talvez pelo silêncio, é o momento mais propício para me abrir espiritualmente, para compreender no meu íntimo a presença do Senhor  e a sua vontade na minha vida. Numa noite passada sentia-me angustiada, mas não conseguia entender a razão. 

Aí senti no meu coração : " Estás outra vez a confiar mais nas tuas próprias forças humanas do que a confiar em Mim".


Sim, é verdade, a angústia  vem quando penso demasiado, fico em estado de alerta com medo de não ter tempo para acabar as minhas tarefas, crio expectativas  como se tudo dependesse só de mim. Muitas vezes, o que sentimos, pensamos, atrapalha a nossa ação e fazemos as coisas angustiados e não conseguimos ver a beleza de cada gesto. Quando confiamos no Senhor, fazemos a parte que nos cabe fazer sem nenhum peso, sabendo  que é o Senhor que nos conduz, aí sempre vem a alegria e uma libertação interior enorme.

Pedi ao Senhor: " Ajuda-me a não pensar tanto, a não ligar aos meus sentimentos, às minhas preferências. Esvazia-me Senhor e enche-me de Ti. Eu não sei como isso vai acontecer, mas eu não vou desistir de implorá-lo até que o meu coração queime por Ti. Senhor, trago no meu coração o coração de todas as pessoas do mundo..."




quinta-feira, 7 de maio de 2015

O Paraíso e ... o canto de oração

Perto da nossa casa temos muitas praias fluviais, ribeiros e lagoas naturais. É uma alegria para todos levarmos o lanche e brincarmos na água molhando os pés sentados nas pedras ou apanhando peixinhos e lagostins para os observar. Não são só as crianças que gostam e sentem necessidade de lá ir, mas eu própria preciso mesmo destes momentos que me fazem sair da rotina, do cansaço e de voltar os olhos e coração para a presença de Deus. Sinto-me muito abençoada por viver nesta zona e poder partilhar estes momentos em família. 

Há uns dias atrás, o tempo estava quente e lá fomos nós para a ribeira.
Eles fartaram-se de brincar a observar os bichinhos na água, apanharam peixinhos e deram uns mergulhos.



A Sofia estava muito contente, pois já conseguia brincar sozinha nas pedras sem se desequilibrar molhando os pezinhos e chapinhando...



Enquanto lá estava meditava no amor com que Deus criou o homem e na relação de intimidade e proximidade que Deus tinha inicialmente com ele.

Lembrei-me do excerto daquela passagem do Génesis, depois de Eva comer a maçã e de a dar a Adão, eles ouviram a voz de Deus:

" E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim." ( Gn 3-8)


Fiquei a imaginar como seria o amor e a intimidade de Adão e Eva com Deus inicialmente, a imaginar Deus a passear no jardim à tardinha com eles... Deveria ser tão bom!

Na verdade, nós fomos criados para vivermos num paraíso, fomos criados para estar intimamente ligados a Deus e a caminharmos com Ele pela tardinha...

Sim, eu quero estar grata por toda a obra da criação à minha volta, reconhecendo nela o imenso amor que Deus tem por nós! Quero contemplá-la e ouvir a voz de Deus e os seus passos ao meu lado enquanto caminho e ....realizar sempre a Sua vontade...

Depois da brincadeira, olhei para eles e disse:

-" Falta aqui qualquer coisa, não acham?" Eles olharam para mim sem entender.

-" E se hoje em vez de rezarmos o terço à noite, rezássemos aqui?"

-" Sim, o canto de oração!" O Gabriel e a Clarinha começaram a olhar à volta na tentativa de encontrar um bom sítio. Ao lado de uma pedra mais lisa, uma pequena planta rebentava.

-" Aqui!" Em cima da imagem da sagrada Família a Clarinha colocou uma pequenina florinha rosa.




Senti-me um pouco como no paraíso. À medida que percorríamos os mistérios do terço, Deus caminhava ao nosso lado...

Na verdade, um canto de oração representa o nosso coração aberto a Deus. Em qualquer parte podemos fazer um canto de oração, basta termos o coração voltado para Deus e desejarmos que Ele caminhe connosco. O nosso canto de oração existe onde está verdadeiramente o nosso coração...


terça-feira, 21 de abril de 2015

Enquanto caminho pelos campos...


Lembram-se da oferta da Clarinha no canto de oração?

Pois bem, este ano a nossa horta, perto do estendal da roupa, está cheia de florinhas azuis da planta da borragem... 
Ora vejam:



Ao contemplar tal beleza da natureza é impossível não pensar em Deus... 
O  azul celeste de cada flor onde as abelhas delicadamente poisam, é o cenário perfeito de contemplação para mim...


Na verdade, quem diz que vê a Deus e O ama e não O reconhece no rosto do irmão ou na beleza da criação é sinal que alguma coisa está errada.
Tudo o que Deus criou espelha o Seu amor e a Sua grandiosidade.

Eu não sei como sentem e cultivam a intimidade com Deus.  Para mim, depois de estar em silêncio diante do Santíssimo e de O receber na Santa Eucaristia, sinto muita necessidade de me refugiar na natureza. Na verdade, a palavra certa não é " refugiar" mas sim, tenho necessidade de beber da natureza todo o espírito e força de Deus...
Pelo louvor, contemplação e observação da natureza consigo sentir a presença de Deus que caminha comigo lado a lado. Afinal, não foi por acaso que Deus colocou o primeiro homem e mulher num paraíso, rodeado de toda a criação. Acredito que, lá no fundo, todo o ser humano foi feito para estar intimamente ligado à natureza e comunicar com ela.

Infelizmente, o mundo nos tem desviado de coisas tão simples, mas que nos fazem tão bem ao corpo e à alma: colher e comer diretamente fruta das árvores, subir às árvores, caminhar pelo campo, observar as flores e louvar a Deus por tanta beleza, caminhar descalço na erva... São tantas as coisas que as nossas crianças e famílias têm sido privadas, mas acredito que podemos ainda mudar muito este cenário. Temos de voltar a fazer coisas simples se queremos voltar a sentir a grandiosidade e força de Deus!  

Sempre que posso e com o tempo bom,  cultivo este espaço de intimidade com Deus: escuto os Seus passos ao meu lado, enquanto caminho pelos campos.

Ao longe, o som dos pinheiros a dançar com o vento e o cheiro das flores e do mato. As flores de Esteva, são lencinhos brancos a bailar ao sol louvando a Deus...



Cada flor de Esteva carrega em si, cinco marcas vermelhas à volta do centro. Na nossa terra, as pessoas dizem que são as cinco chagas de Cristo. Eu acredito que sim, pois toda a Natureza carrega em si a força e a mensagem de Deus. Toda a obra da criação nos chama à mudança e a colocar os olhos no criador e a meditar no seu Amor.


Toda a natureza nos chama à simplicidade e ao abandono nas mãos de Deus para tudo...


Sim, eu quero caminhar abandonada e totalmente entregue nas Tuas mãos, Senhor!


quinta-feira, 16 de abril de 2015

Brincar, trabalhar e ... rezar

Confesso que há dias mais cansativos em que a roupa se acumula e os brinquedos se misturam numa grande festa cá em casa e a Sofia só quer colo porque está doentinha... 
Mas Deus está em toda a parte, não é verdade? 
Sim, eu acredito que Ele está também no meio das minhas dificuldades e mesmo no meio do meu monte de roupa... Ontem, falei com Ele e disse-lhe: " Eu quero que Tu descanses em mim. Quero ser templo para Tu morares. Mas como podes morar em mim se eu me inquieto com tanta coisa?" Então, eu comecei a organizar a roupa e consegui terminar...

Será que Deus só nos escuta quando estamos quietinhos a rezar ou com tempo para nos ajoelharmos? Eu creio que não. 
Ele não separa os momentos do nosso dia por partes: agora brincas, agora trabalhas e ...agora rezas. Não, Ele olha para tudo como uma única oração. Será que as nossas obras ao longo do dia são feitas por amor e com amor? As nossas obras são também orações. Não importa o tamanho da nossa obra, se não for feita com amor não valerá nada aos olhos de Deus...

Lembram-se da cruz do canto de oração lá fora?


Pois bem, há uns dias encontrei-a assim:


-" Gabriel!"- Chamei-o- "Esta não é a cruz do canto de oração lá fora?"
-" Sim, mamã! Agora é um papagaio! não ficou bonito?"
-" Sim, está muito bonito, mas... " Ele pegou num resto de tecido e costurou à maneira dele, fiquei espantada. As crianças estão mais aberta à mudança e à voz do Senhor. Lá fora o Gabriel e a Clarinha, divertiram-se tentando que ele voasse...

No meu coração pensava... A mesma cruz que fixa ao solo era meditada e fazia companhia na Quaresma agora voava. 

Não será isto também uma forma de rezar?

- "A mamã precisa de ajuda. Não querem buscar um pano para limparem os vidros?"
-" Não tenho muita vontade, mamã..." respondeu o Gabriel.
-" Vá lá Gabriel, assim  a mãe também tem tempo para brincar convosco. Temos que nos ajudar..."
-" Ok, mamã. Podes pôr o limpa-vidros..."
Enquanto limpavam, a Sofia brincava...

Não será isto também uma forma de rezar?


-" Eu vou-te ajudar com a loiça!" disse-me a Clarinha entusiasmada.
-" Está bem, mas cuidado com os pratos e os copos!"

Não será isto também uma forma de rezar?


E as brincadeiras?...




 ...e surpresas no canto de oração?


Se vivido com amor e alegria, será que Deus não olhará para tudo isto também como uma forma de rezar?



domingo, 12 de abril de 2015

Festa da Misericórdia e a festa da primeira Comunhão do Gabriel

Hoje o dia foi de festa a dobrar: a festa da Divina Misericórdia e a festa da primeira comunhão do Gabriel.

A primeira vez que levei o Gabriel pela mão para ele receber o sacramento da reconciliação tinha ele 7 anos e foi num Domingo da Misericórdia e hoje num Domingo da Misericórdia ele recebeu a sua primeira Comunhão! 

Já há muito tempo que vos queria falar da Misericórdia de Deus... O amor de Deus não cabe na nossa compreensão humana limitada, ele não cabe na nossa mente mas ele quer preencher todo o nosso coração, rompendo em nós o medo pelo castigo das nossas faltas, pela falta de confiança que é Ele que tudo conduz, pela nossa falta de fé. O Senhor quer alcançar a todos e dá-nos sempre mais do que aquilo que merecemos pelos nossos atos ou sentimentos, está disposto sempre a apagar as nossas faltas e a estabelecer uma aliança connosco, mesmo que muitas vezes o neguemos. O Senhor ensina-nos a dar, perdoar e a amar o próximo sempre um pouquinho mais do que essa pessoa mereça.

Há um tempo atrás, sempre que me confessava ficava com um sentimento de não ser digna de receber Jesus e muitas vezes lembrava-me de coisas passadas que me deixavam envergonhada, apesar de já as ter confessado. Às vezes caminhava de cabeça baixa, sempre que caia nos mesmos erros e desanimava... aí, apercebi-me que o meu pecado verdadeiro não era o meu passado ou as minhas quedas mas sim, a minha falta de confiança no perdão de Deus. Estava muito concentrada nas minhas forças e não contava com a força de Deus...
Sempre que algum sentimento me perturba ou eu digo: "Não sou capaz de fazer isto"... "Não aguento mais" é porque eu não entrego a situação nas mãos de Deus e conto só com a minha força humana. Estou a aprender a ser conduzida e a viver a certeza que tudo o que eu faço, é Ele que faz comigo...  Viver na confiança e de cabeça erguida que sou amada por Deus incondicionalmente e perdoada das minhas faltas é uma grande graça que unida à graça de me perdoar a mim própria, me leva para o colo de Jesus para sempre...


Jesus eu confio em vós!





“Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. (...). Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Nesse dia, estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate” 
Diário de Santa Faustina Kowalska

O Gabriel estava nervoso para receber a sua primeira comunhão, mas muito feliz. Ao lado dos seus colegas de catequese, com as folhas na mão, falou para toda a comunidade neste dia especial...



O Serge e eu ( com a Sofia a dormir no colo) expressámos a nossa alegria no início da Celebração representando todos os pais.




No momento do ofertório...



No momento do pai-nosso, os meninos com os pais e catequista...




Momentos antes da sua primeira comunhão, ao nosso lado...





Depois da Celebração, tivemos a alegria de receber em nossa casa e continuar a festa com os pais do Serge: " o Bonpapa e a Bonnemama" ( são os avós em francês) Que alegria estarmos juntos!

Às três horas da tarde, a hora da Misericórdia,  de joelhos, reunidos no  nosso canto de oração e em família rezámos o terço da misericórdia, fixando os nossos olhos na imagem de Jesus misericordioso. 

Peço a graça para que Jesus misericordioso entre nos vossos lares hoje e abra os corações das vossas famílias  e as renove... Que assim seja! 

terça-feira, 31 de março de 2015

Dar a melhor parte a Deus...

-" Mamã, preciso de um copinho de plástico, por favor!"- disse-me a Clarinha a correr para a cozinha.
-" Tem calma"- disse-lhe- " onde vais com tanta pressa?"
-"Preciso de apanhar as florinhas azuis para depois as comer na salada..."

No terreno da nossa casa, temos muitas plantinhas da borragem com flores pequeninas azuis que são comestíveis.

-"Ah, pois...podes levar este copinho, Clarinha. Mas não o percas."

A Clarinha saiu da cozinha toda contente com o copinho na mão.
Nunca mais falei do assunto.
Antes da nossa oração familiar, olhei para o nosso canto de oração. É impossível ele permanecer igual por muito tempo! Tenho sempre boas surpresas quanto o contemplo à noitinha...


As florinhas azuis delicadas tinham sido colocadas numa parte da casca de um côco, que tínhamos aberto de manhã e colocadas em cima da Bíblia...

-" Clarinha..."- disse-lhe.
-" São para Jesus, mamã..." Ela não disse mais nada mas sei que aquele gesto diz muito...

O nosso canto de oração tem sido marcado por muitos gestos de amor.  É o espaço que melhor expressa o nosso amor e fé em família. Está em constante mudança e todos podem participar nele. Quase posso afirmar que para nós ele é a expressão viva da nossa descoberta diária de Deus...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A verdadeira alegria

A verdadeira alegria não depende das circunstâncias externas, pelo contrário ela brota do coração daquele que vive no Senhor. Mas como é difícil permanecer Nele... Quão frágeis nós somos...
Se algo nos é favorável é fácil mas o nosso dia-a-dia está cheio de contrariedades, e como a nossa fé ainda não é do tamanho de um grão de mostarda ( que é a menor das sementes) ela logo é derrotada facilmente nesses momentos pelo desânimo, tristeza e apatia...

No meu coração brota o desejo ardente de louvar e bendizer a Deus a todo o instante... mesmo não compreendendo as coisas, eu creio que tudo concorre na minha vida para o meu bem.

As coisas que nos roubam a alegria começam sempre por coisas pequenas: um pensamento desanimado que nos tira a ação, gestos de indiferença que vão endurecendo o nosso coração, realizar as coisas banais com o coração vazio, nas pequenas decisões do dia-a-dia agirmos por medo, falta de paciência nas pequenas coisas, etc...

Para mim preservar a alegria em meu coração é um bem maior, travo todos os dias e mesmo durante o sonho uma batalha para não ser derrotada pelos meus pensamentos ou sentimentos. Mas vale a pena lutar! Invoco várias vezes ao dia o Espirito Santo e eu sei que Ele nunca me desemparará.

Há umas semanas atrás andava cansada de repetir várias vezes gestos repetidos de buscar a Sofia a meio das escadas enquanto tinha que cozinhar ou arrumar e apanhar as mesmas coisas ao longo do dia. E eis que tive uma inspiração, para que tudo isso não me roubasse a alegria e o pensamento em Deus. Tomei uma decisão: a partir de hoje sempre que tiver uma contrariedade, louvarei e bendirei a Deus, não porque estou contente ou feliz mas porque quero que a minha alegria e confiança no Senhor aumente dia após dia. Quanto mais contrariedades mais oportunidades tenho de louvar a Deus...

No início é um pouco estranho, pois não estamos contentes ou não temos paciência e louvamos o Senhor, mas à medida que nos esforçamos e avançamos nos dias, dentro de nós nasce uma alegria e força que desconhecíamos e a vida corre de outra maneira, até parece que não temos contrariedades. Querem experimentar também?  




Senhor, eu te louvo e bendigo a todo o instante porque és grande, forte, misericordioso e nuncas desamparas quem te invoca com um coração cheio de fervor, confiança e amor...