quarta-feira, 29 de abril de 2015

O nosso domingo do Bom Pastor

-" Clarinha, o que estás a fazer?" A Clarinha tinha acabado de acordar e ainda era cedo.
-" Estou a arrumar o cantinho de oração!"
- " Pois, bem... boa ideia!"

Foi assim, que começou o nosso domingo do Bom Pastor. Depois do sábado em festa, o domingo não ficou atrás!

Enquanto ela arrumava, desarrumava e voltava a arrumar...


...resolvi tirar uma foto, pois tive muito tempo para isso. A brincadeira ainda deu para cantar umas músicas e inventar uma missa.


Antes da nossa missa dominical, dei a catequese. Como tem acontecido nos outros anos, no domingo do Bom Pastor cada aldeia doa no momento do ofertório bens alimentares ou produtos da terra para quem mais precisa. Como tem acontecido nos outros anos, eu e o Serge levamos a oferta da nossa aldeia: um presunto. O Gabriel e a Clarinha também participaram e ajudaram a Catequista do Gabriel a levar os cestinhos com ovos. Foi uma missa muito bonita!

A nossa tarde não podia ser melhor: fomos visitar o lar. É sempre tão bom aqueles momentos em que abraçamos as pessoas e falamos um pouquinho com cada uma. Muitas vezes e pela idade que têm, basta dar um beijinho no rosto ou na testa para recebermos um grande sorriso de alegria do outro lado, outras vezes sentimos um calor no coração!

Ao chegarmos ao lar, a Clarinha teve uma surpresa: encontrou perto da porta de entrada um gatinho bebé. Foi uma festa para ela, teve o tempo todo com ele no colo. Ao entrarmos para estarmos com os idosos, ela pôde levar o gatinho. 



E como se a felicidade dela não bastasse, decidiu coloca-lo no colo de cada idoso: eram festinhas e muitos carinhos.... 




E para terminar o dia, fomos ao CVV de proença-a-nova, realizar mais uma experiência: o jardim reciclado. Tudo o que é ciência e natureza eles gostam muito.


Em tudo o que fazemos, encontramos-Te perto de nós. No rosto dos idosos, participando na Santa Eucaristia e recebendo o Teu corpo e sangue, nas brincadeiras no canto de oração, em experiências de ciência ou nas simples festinhas a um gatinho encontramos o Teu braço amoroso, misericordioso e atento. Obrigado Senhor, por seres um Bom Pastor!

terça-feira, 28 de abril de 2015

A mala dos primeiros socorros lá de casa...

A Sofia no auge dos seus 16 meses corre a casa toda, sobe para cima das cadeiras e sobe as escadas em três tempos e também em três tempos dá grandes quedas e chora. Coisas normais para a idade, apesar de ser uma fase cansativa e de alerta, aprendi a não dar demasiado importância. Com tudo isto, e porque já são três, surgiu naturalmente a "mala de primeiros socorros lá de casa", super eficaz e que até hoje sempre me foi muito útil em todas as situações de quedas.  Quem está todos os dias connosco nem se apercebe das grandes quedas da Sofia pois muitas vezes nem nódoas negras fica. Como já falei aqui e aqui, a água benta, o azeite abençoado e o sal exorcizado são ferramentas utilizadas diariamente em nossa casa em tudo, inclusive para os assuntos de cura física.

Há uns dias atrás, a coisa foi demais, a Sofia deu quedas umas atrás das outras e entalou os dedos na porta, com a força do vento que fazia lá fora. Enfim...

A queda mais forte foi na testa, depois de tropeçar bateu com toda a força na esquina afiada de um banco de madeira. Ao pegar nela, a testa já estava muito inchada e com uma faixa negra onde tinha batido. A primeira coisa que fazemos é aplicar uma faca antiga na zona da queda, uma faca deste género:



Sim, perceberam bem, uma faca. Com a lâmina encostada na testa, o inchaço diminuiu e a zona negra quase desapareceu. Cá na terra, dizem que a liga de aço da lâmina da faca, após uma queda,  não deixa o sangue se juntar e daí o inchado diminuir. Depois, apesar de estar ainda um pouco inchado e com a Sofia a chorar no colo, fui ao canto de oração, peguei no azeite abençoado, rezei, passei na testa e coloquei por cima um pouco do sal. O resultado foi impressionante.  Reparem no sorriso da Sofia. Resolvi tirar uma foto para partilhar convosco.



A minha mãe, que ao ouvir de longe o choro da Sofia,  apareceu de imediato e viu tudo. No final, olhou para mim e disse: " Só pode ser milagre!" . De fato, a nossa fé aliada à simplicidade das coisas e ao amor de Deus faz milagres. Resolvi partilhar convosco, quem tem crianças pequenas, tenham sempre por perto uma faca de lâmina antiga, ou um canivete e um pouco dos sacramentais e rezem com fé. É importante, utilizar a lâmina da faca na zona magoada assim que acontece a queda e dependendo da gravidade aumentar o tempo em contanto com a pele.
No dia seguinte, quase não se percebia que ela tinha caído.

O mesmo aconteceu com a mão que ficou sem marca nenhuma.



Obrigada Jesus, por todas as ferramentas que nos dás através da Igreja, para curar e aliviar a dor!

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Dia diocesano da catequese em família

Sim, este ano como ambos somos catequistas, o dia diocesano da catequese foi vivido em família. No passado dia 25 de Abril estivemos em Castelo de Vide, apesar do frio e chuva foi um dia muito enriquecedor, que nos deixou com o coração cheio.



Ao chegarmos tivemos um momento de acolhimento e oração com a presença e algumas palavras do Sr. Bispo D. Antonino Dias. A cada participante de cada arciprestado foi entregue uma faixa colorida, a nossa era azul.  Catequizandos e catequistas encheram a igreja de alegria e cor.


Da parte da manhã, jovens e crianças tiveram as suas atividades. Enquanto isso, os catequistas tiveram a graça da presença do Pe Paulo Malícia numa conferência intitulada : " Catequese: expressão da maternidade espiritual da Igreja." 



Enquanto ouvia as palavras do Pe. Paulo Malícia, agradeci a Deus por estar ali. Reencontrei de uma forma simples, através das suas palavras, o verdadeiro sentido da catequese numa comunidade, numa paróquia. Lembrei-me de todos os catequistas que perderam a oportunidade de ali estarem presentes e ganharem força para enfrentarem os desafios das nossas comunidades.

Deixo aqui alguns dos meus apontamentos:

 A Igreja é mãe. Uma mãe que dá vida e identidade, pois é ela que nos gera na fé. A fé que é uma dádiva, um dom de Deus, concedido na Igreja e através da Igreja. Como podemos nós viver com Jesus sem a Igreja? Mas será que amamos a Igreja como a nossa própria mãe, sabendo entender também os seus defeitos, fragilidades e limitações?
A Igreja, tal como uma mãe, não se limita a dar vida e identidade mas ela educa os seus filhos e nos sustenta na nossa caminhada. Ela ajuda os seus filhos a crescer, transmitindo a Palavra, os sacramentos: a eucaristia, a reconciliação e a unção dos enfermos.
A Igreja é mãe, mestra e catequiza.
A catequese é sempre expressão da maternidade espiritual da Igreja cuja missão é: gerar, despertar a fé, acolher e sustentar a fé. 
A catequese é para toda a vida porque a Igreja é mãe, e acompanha os seus filhos ao longo de toda a vida.
Os desafios da catequese passam por acolher: os catequizandos, as famílias e as periferias. O catequista deve ser um acompanhador e a catequese deve proporcionar experiências significativas no Amor de Deus, no encontro com Deus, da Palavra de Deus e de ser membro ativo da Igreja.

O tema foi riquíssimo e não dá para expor tudo aqui. 
O que ficou no meu coração deu para confirmar aquilo que eu já tenho experimentado e sentido na catequese: se não for feita por amor e com amor, é em vão todo o nosso esforço de levar aquelas crianças perto do coração de Deus. Através do amor e da proximidade com as suas vidas o catequista dá testemunho vivo da presença de Deus. Um catequista que vive apaixonado por Jesus e tem intimidade com a Igreja depressa conquista os seus corações para uma vida com Deus. É preciso saber acolher, ser próxima dos nossos catequizandos e estender a catequese à vida, aos momentos diversos do dia-a-dia.

Obrigada Pe. Paulo Malícia pelo seu belo testemunho!

Com o coração cheio, tivemos um almoço partilhado, entre as brincadeiras e correrias dos mais pequenos.

Ao voltarmos para a Igreja, a Clarinha trazia na mão duas florinhas: uma ficou ao pé de Maria e a outra aos pés de Jesus com a cruz às costas.



Tivemos um momento musical, com muita alegria com o Padre José Luis Borga



E a Santa Missa presidida pelo nosso querido Bispo D. Antonino Dias.








As crianças e os jovens, que estiveram a ensaiar as músicas e coreografias da parte da manhã, estavam muito felizes e cheios de energia ao longo da Santa Missa.



Voltámos para casa muito felizes e com o coração cheio!

sexta-feira, 24 de abril de 2015

A verdadeira felicidade em família

Não são necessárias muitas coisas para termos verdadeiros momentos de felicidade em família, nem tão pouco é necessário muito dinheiro para nos divertimos. Eu atrevia-me até a dizer que, quanto menos coisas tivermos melhor, pois assim ganhamos espaço para estarmos mais tempo uns com os outros. Se o "Shemá" é vivido em nossa casa, temos a receita para sermos felizes:

“Escuta Israel
O Senhor nosso Deus é o único Senhor.
Amarás o Senhor com todo o teu coração
Com toda a tua alma e com todas as tuas forças
E amarás o próximo como a ti mesmo.
Faz isto e serás feliz.
Ámen!” (Lc 10, 27-28)


Temos que aprender a viver mais na simplicidade em família e dar mais importância a tudo aquilo que é verdadeiramente importante: a relação com Deus e o amor ao próximo. Se uma família viver com este propósito, as suas fundações são sólidas no momento das dificuldades, ela consegue ser feliz em todos os momentos ( mesmo que possa estar a sofrer) e descobre a presença de Deus em tudo e em todos.


Temos de aprender a linguagem da simplicidade no relacionamento com Deus: "Tu queres, Jesus? Então eu também quero."
 Temos de aprender a linguagem da simplicidade nos relacionamentos com o próximo: " Pai, perdoa-lhes pois eles não sabem o que fazem", amar... amar o próximo até que doa um pouquinho.
Temos de aprender a linguagem da simplicidade na família: "Um por todos e todos por um"
Temos que simplificar a nossa casa, a nossa maneira de viver... :

 "Por isso vos digo: Não vos inquieteis quanto à vossa vida, com o que haveis de comer ou beber, nem quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir. Porventura não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestido? Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam nem recolhem em celeiros; e o vosso Pai celeste alimenta-as. Não valeis vós mais do que elas?
Qual de vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida?

Porque vos preocupais com o vestuário? Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam! Pois Eu vos digo: Nem Salomão, em toda a sua magnificência, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã será lançada ao fogo, como não fará muito mais por vós, homens de pouca fé?

Não vos preocupeis, dizendo: ‘Que comeremos, que beberemos, ou que vestiremos?’ Os pagãos, esses sim, afadigam-se com tais coisas; porém, o vosso Pai celeste bem sabe que tendes necessidade de tudo isso. Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais se vos dará por acréscimo. Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã já terá as suas preocupações. Basta a cada dia o seu problema." 

( Mt 6, 25-33)

Se queremos ser verdadeiramente felizes temos de deixar para trás muitas coisas. O que é essencial na minha família? Tenho cultivado os bons momentos juntos? Sou capaz de brincar um pouco com os filhos? Sou capaz de dar uma gargalhada todos os dias, por coisas simples? 

Bom, cá em casa, brincamos muito e nos divertimos assim...










E agora que os dias estão mais quentinhos, que tal almoçar fora de casa? Sim, no restaurante mais luxuoso que Deus criou: a natureza. E foi assim, numa tarde de domingo,  depois da catequese e da missa levámos o nosso almoço e estendemos a manta. Que precioso tempo em família! Olhando os pássaros no céu e a brisa a dançar com as árvores, ninguém nos pediu a conta no final! :-)



A brincadeira não faltou, nem a verdadeira alegria no coração pelos instantes simples da vida...





quarta-feira, 22 de abril de 2015

No meio da tempestade

" Naquele dia, ao entardecer, disse: «Passemos para a outra margem.» Afastando-se da multidão, levaram-no consigo, no barco onde estava; e havia outras embarcações com Ele. Desencadeou-se, então, um grande turbilhão de vento, e as ondas arrojavam-se contra o barco, de forma que este já estava quase cheio de água. Jesus, à popa, dormia sobre uma almofada.

Acordaram-no e disseram-lhe: «Mestre, não te importas que pereçamos?» Ele, despertando, falou imperiosamente ao vento e disse ao mar: «Cala-te, acalma-te!» O vento serenou e fez-se grande calma. Depois disse-lhes: «Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» E sentiram um grande temor e diziam uns aos outros: «Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?»"
(Mc 4,35-41)

( imagem retirada da net)

No barco, que é a nossa vida, passamos por tempestades. Falo de situações em que nos sentimos impotentes, com medo, sem saber como reagir ou agir. Muitas vezes, são situações difíceis que não resolvemos, que se arrastam connosco e até nos habituamos com elas, outras vezes são situações pontuais que vão aos nossos limites humanos, outras vezes são simplesmente testes à nossa fé, paciência...

Todos passamos por tempestades mais tarde ou mais cedo, e elas vêem não para nos fazer perecer, mas sim, para nos fortalecer, para aprendermos a entregar tudo nas mãos de Deus, a sermos pequeninos e a confiar...

Nos meus momentos de tempestade, aprendi que a primeira coisa a fazer é fechar a nossa boca e não ligar ao pensamentos. Aceitar e confiar. Desta forma, nos assemelhamos a Jesus na cruz que mesmo injustiçado, não parou de orar ao Pai em silêncio.

Confiamos verdadeiramente em Deus? Porque duvidamos que Ele está no barco?

Não é Deus que tem o controlo de tudo? Se Ele permite esta situação é porque Ele sabe que desse mal pode tirar um bem maior.

Aprendi que quando aceito uma situação difícil que me acontece e não tento fugir dela, ela deixa de ser uma tempestade. Pode ser uma situação que seja difícil e até seja dolorosa para mim, mas não mais é uma tempestade. Não mais há o desespero e a dúvida se o Senhor está ao meu lado. Tenho a certeza que a qualquer altura Ele se levantará do barco e fará cessar tudo o que me atormenta.


Eu não sei que tempestades estão a acontecer nas vossas vidas, talvez estejam preocupados com alguma doença física, talvez estejam com depressão, talvez a passar por situações difíceis no casamento ou com os filhos ou com angústia por falta de dinheiro e trabalho. Pode ser até que as vossas vidas familiares estejam numa rotina sem tempo e que não haja momentos para a brincadeira ou para estarem mais juntos ou simplesmente andam preocupados o dia inteiro... Eu não sei, mas Deus tudo sabe e pode!

Não fui eu que decidi escrever sobre este tema, Deus colocou-o à minha frente e de certeza quer falar a alguém...

Não tenham medo, Deus não é indiferente à nossa dor e às nossas limitações humanas, aos nossos problemas. Pelo contrário, o Senhor quer-nos livres e entregues, só assim seremos felizes. Muitas vezes temos que passar por grandes desilusões ao confiar no mundo, só assim abriremos verdadeiramente o coração para Deus...

Sejam fieis a Deus, busquem-no acima de todas as coisas, busquem o sacramento da reconciliação, a Eucaristia, a oração e Ele virá... a qualquer momento Ele fará cessar a tempestade... Ele virá.

Rezo por todos...

terça-feira, 21 de abril de 2015

Enquanto caminho pelos campos...


Lembram-se da oferta da Clarinha no canto de oração?

Pois bem, este ano a nossa horta, perto do estendal da roupa, está cheia de florinhas azuis da planta da borragem... 
Ora vejam:



Ao contemplar tal beleza da natureza é impossível não pensar em Deus... 
O  azul celeste de cada flor onde as abelhas delicadamente poisam, é o cenário perfeito de contemplação para mim...


Na verdade, quem diz que vê a Deus e O ama e não O reconhece no rosto do irmão ou na beleza da criação é sinal que alguma coisa está errada.
Tudo o que Deus criou espelha o Seu amor e a Sua grandiosidade.

Eu não sei como sentem e cultivam a intimidade com Deus.  Para mim, depois de estar em silêncio diante do Santíssimo e de O receber na Santa Eucaristia, sinto muita necessidade de me refugiar na natureza. Na verdade, a palavra certa não é " refugiar" mas sim, tenho necessidade de beber da natureza todo o espírito e força de Deus...
Pelo louvor, contemplação e observação da natureza consigo sentir a presença de Deus que caminha comigo lado a lado. Afinal, não foi por acaso que Deus colocou o primeiro homem e mulher num paraíso, rodeado de toda a criação. Acredito que, lá no fundo, todo o ser humano foi feito para estar intimamente ligado à natureza e comunicar com ela.

Infelizmente, o mundo nos tem desviado de coisas tão simples, mas que nos fazem tão bem ao corpo e à alma: colher e comer diretamente fruta das árvores, subir às árvores, caminhar pelo campo, observar as flores e louvar a Deus por tanta beleza, caminhar descalço na erva... São tantas as coisas que as nossas crianças e famílias têm sido privadas, mas acredito que podemos ainda mudar muito este cenário. Temos de voltar a fazer coisas simples se queremos voltar a sentir a grandiosidade e força de Deus!  

Sempre que posso e com o tempo bom,  cultivo este espaço de intimidade com Deus: escuto os Seus passos ao meu lado, enquanto caminho pelos campos.

Ao longe, o som dos pinheiros a dançar com o vento e o cheiro das flores e do mato. As flores de Esteva, são lencinhos brancos a bailar ao sol louvando a Deus...



Cada flor de Esteva carrega em si, cinco marcas vermelhas à volta do centro. Na nossa terra, as pessoas dizem que são as cinco chagas de Cristo. Eu acredito que sim, pois toda a Natureza carrega em si a força e a mensagem de Deus. Toda a obra da criação nos chama à mudança e a colocar os olhos no criador e a meditar no seu Amor.


Toda a natureza nos chama à simplicidade e ao abandono nas mãos de Deus para tudo...


Sim, eu quero caminhar abandonada e totalmente entregue nas Tuas mãos, Senhor!


quinta-feira, 16 de abril de 2015

Brincar, trabalhar e ... rezar

Confesso que há dias mais cansativos em que a roupa se acumula e os brinquedos se misturam numa grande festa cá em casa e a Sofia só quer colo porque está doentinha... 
Mas Deus está em toda a parte, não é verdade? 
Sim, eu acredito que Ele está também no meio das minhas dificuldades e mesmo no meio do meu monte de roupa... Ontem, falei com Ele e disse-lhe: " Eu quero que Tu descanses em mim. Quero ser templo para Tu morares. Mas como podes morar em mim se eu me inquieto com tanta coisa?" Então, eu comecei a organizar a roupa e consegui terminar...

Será que Deus só nos escuta quando estamos quietinhos a rezar ou com tempo para nos ajoelharmos? Eu creio que não. 
Ele não separa os momentos do nosso dia por partes: agora brincas, agora trabalhas e ...agora rezas. Não, Ele olha para tudo como uma única oração. Será que as nossas obras ao longo do dia são feitas por amor e com amor? As nossas obras são também orações. Não importa o tamanho da nossa obra, se não for feita com amor não valerá nada aos olhos de Deus...

Lembram-se da cruz do canto de oração lá fora?


Pois bem, há uns dias encontrei-a assim:


-" Gabriel!"- Chamei-o- "Esta não é a cruz do canto de oração lá fora?"
-" Sim, mamã! Agora é um papagaio! não ficou bonito?"
-" Sim, está muito bonito, mas... " Ele pegou num resto de tecido e costurou à maneira dele, fiquei espantada. As crianças estão mais aberta à mudança e à voz do Senhor. Lá fora o Gabriel e a Clarinha, divertiram-se tentando que ele voasse...

No meu coração pensava... A mesma cruz que fixa ao solo era meditada e fazia companhia na Quaresma agora voava. 

Não será isto também uma forma de rezar?

- "A mamã precisa de ajuda. Não querem buscar um pano para limparem os vidros?"
-" Não tenho muita vontade, mamã..." respondeu o Gabriel.
-" Vá lá Gabriel, assim  a mãe também tem tempo para brincar convosco. Temos que nos ajudar..."
-" Ok, mamã. Podes pôr o limpa-vidros..."
Enquanto limpavam, a Sofia brincava...

Não será isto também uma forma de rezar?


-" Eu vou-te ajudar com a loiça!" disse-me a Clarinha entusiasmada.
-" Está bem, mas cuidado com os pratos e os copos!"

Não será isto também uma forma de rezar?


E as brincadeiras?...




 ...e surpresas no canto de oração?


Se vivido com amor e alegria, será que Deus não olhará para tudo isto também como uma forma de rezar?