segunda-feira, 18 de maio de 2015

Família católica

Ser uma família católica não se resume a crer em Deus, frequentar a missa ao Domingo e a batizar os filhos com direito a uma grande festa. Na verdade, ser uma família católica é isso também mas vai muito mais além: é uma grande missão no mundo. 
Como eu desejo que a minha família caminhe sempre com esta missão no coração...

Sim, uma missão que não tem fronteiras de tempo, de espaço ou de culturas. É um projeto de amor onde o próprio Amor quer vir habitar no meio de nós. E os outros conhecerão Deus através do nosso testemunho, do nosso rosto, dos nossos gestos...
Será que a nossa família, apesar das dificuldades, é sinal de esperança? Somos alegres e espelhamos a alegria das promessas de Cristo? Qual é o tamanho da nossa fé?

Tenho falado com muitas famílias e cada uma está a viver as suas dificuldades pessoais, as suas batalhas de fé e as suas batalhas no mundo. Quando nos fechamos nos nossos problemas tentando resolver sozinhos, como se tornam pesados e ferem....Muitas vezes, ao partilharmos entre nós as nossas fraquezas, dúvidas,  muitos problemas se dissolvem e a carga se torna mais leve, porque encontramos soluções juntos. Aquilo que eu tenho, muitas vezes pode ser a solução que os outros precisam, e olhem que não falo só a nível material mas também a nível de talentos e aptidões. Aquilo que me falta, ou a resposta às minhas questões pode ser facilmente respondida por outra família que já tenha passado pela situação, por exemplo.

Eu sei que estão a pensar: " Isso é fácil quando temos famílias amigas por perto em quem confiar! É muito bonito na teórica mas na prática... só eu sei que tipo de famílias estão à minha volta!"

Começamos a viver esta união quando nos percebemos que existe  sempre uma resposta que podemos dar ao nosso próximo, em todas as situações. Todas mesmo.

Passamos por um acidente na estrada? será que não podemos fazer nada?
Claro que sim! Em vez de nos lamentarmos e ficarmos simplesmente a olhar, convido sempre as crianças também a rezarem e a pedirem a Deus o auxilio do corpo e da alma daquela pessoa.
Um desastre do outro lado do mundo? Rezamos também.

Há um tempo atrás estava a caminhar no passeio, ao longe uma senhora funcionária de um lar auxiliava um idoso a subir o passeio. De repente, o senhor caiu no chão e a senhora ficou aflita a tentar chamar a atenção para quem passasse, pois ela sozinha não conseguia levantar o senhor. Ele era muito pesado. Eu não hesitei, corri para o outro lado do passeio e puxei com toda a força que podia e juntas conseguimos levantar o senhor. Eu despedi-me com um sorriso. Ao afastar-me pensei: " O senhor era realmente pesado, e eu não tenho muita força. Quase de certeza que se pensasse nisso acharia que não era capaz. Ainda bem que não pensei e agi logo, senão hesitava se ajudava ou não." 

Com Jesus, somos capazes de coisas impossíveis, não acreditam?

Como eu gostaria hoje de me encontrar pessoalmente com cada um de vós e de ouvir o que têm para me contar, as vossas dificuldades e alegrias e vos abraçar, mas hoje não será possível. Ou pela distância que nos separa, pelo tempo que está contado e não dá para tudo, pelas obrigações do trabalho ou por outra razão qualquer. Apesar de tudo isso, vocês estão agora a ler este texto.

Será que para Deus é mais importante estarmos juntos fisicamente ou a intenção pura de nos ajudarmos? Será que por não estarmos juntos fisicamente hoje não posso fazer nada por vocês?

Eu creio que é mais importante a nossa intenção pura de ajudar os outros que não conhece barreiras de tempo, espaço. Sim, eu desejo pedir nesta hora ao Senhor a graça de fazerem tudo o que Jesus vos disser, a paz e a força interior para ultrapassarem as vossas dificuldades e no meu terço pedirei pelos vossos problemas. Rezem também pela minha família.

Deus olha o nosso coração e está atento a tudo. Se o vosso coração estiver sensível ao próximo e a servir, Ele vos mostrará as famílias e vos levará às situações para que possam viver esta união que precisamos viver na nossa paróquia e no mundo.

Deus tem um projeto para cada um de nós. Mas se cada família se volta exclusivamente para si própria, será que está a viver a sua missão de ser família católica?

Muitas famílias católicas rezam, falam com Deus e apesar disso, perguntam: " Porque tenho todos estes bloqueios na minha vida?"

É claro, que Deus podia os resolver. Mas Ele nos está a convocar, a chamar, cada um individualmente:

 «Nada temas, porque Eu te res­gatei, e te chamei pelo teu nome; tu és meu. Se tiveres de atravessar as águas, estarei contigo, e os rios não te submergirão. Se caminhares pelo fogo, não te queimarás, e as chamas não te consumirão. Porque Eu, o Senhor, sou o teu Deus; Eu, o Santo de Israel, sou o teu salvador. Entrego o Egipto por teu resgate, a Etiópia e Seba em troca de ti. Visto que és precioso aos meus olhos, que te estimo e te amo, entrego reinos em teu lugar, e nações, em vez da tua pessoa. Não tenhas medo, que Eu estou contigo. Trarei do Oriente os teus filhos e congregarei do Ocidente os que te pertencem. Direi ao Norte: ‘Devolve-os!’ E ao Sul: ‘Não os retenhas!’ Tragam-me os meus filhos lá de longe e as minhas filhas dos confins da terra. São todos aqueles que têm o meu nome, que Eu criei para a minha glória, que Eu fiz e formei.»
(Is 43, 1-7)

O Senhor nos quer unidos, pois todos nós, todas as famílias, mesmo aquelas que estão afastadas de Deus, todos nós somos preciosos para Ele.

Ele quer que precisemos uns dos outros para resolver os nossos problemas e nos apoiar nos nossos sonhos e projetos e viver a nossa fé. Sozinhos não chegaremos verdadeiramente à santidade. Deus quer que nos unamos, pois Ele sabe que unidos a Ele e uns aos outros seremos fortes e transformaremos o mundo à imagem e semelhança da Sua Santa vontade. 

Vocês já pararam de sonhar? Já não têm projetos? 
Deus quer-nos com sonhos e projetos, Deus quer-nos felizes e luz para os outros. Convido-vos a sonharem comigo e a estarmos unidos nesta caminhada em que Deus quer agir através de nós e dar testemunho do verdadeiro Amor. Sim, todos nós somos imensamente amados por Deus e Deus quer realizar connosco uma aliança, uma aliança de amor, para levar aos outros...






quinta-feira, 7 de maio de 2015

O Paraíso e ... o canto de oração

Perto da nossa casa temos muitas praias fluviais, ribeiros e lagoas naturais. É uma alegria para todos levarmos o lanche e brincarmos na água molhando os pés sentados nas pedras ou apanhando peixinhos e lagostins para os observar. Não são só as crianças que gostam e sentem necessidade de lá ir, mas eu própria preciso mesmo destes momentos que me fazem sair da rotina, do cansaço e de voltar os olhos e coração para a presença de Deus. Sinto-me muito abençoada por viver nesta zona e poder partilhar estes momentos em família. 

Há uns dias atrás, o tempo estava quente e lá fomos nós para a ribeira.
Eles fartaram-se de brincar a observar os bichinhos na água, apanharam peixinhos e deram uns mergulhos.



A Sofia estava muito contente, pois já conseguia brincar sozinha nas pedras sem se desequilibrar molhando os pezinhos e chapinhando...



Enquanto lá estava meditava no amor com que Deus criou o homem e na relação de intimidade e proximidade que Deus tinha inicialmente com ele.

Lembrei-me do excerto daquela passagem do Génesis, depois de Eva comer a maçã e de a dar a Adão, eles ouviram a voz de Deus:

" E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim." ( Gn 3-8)


Fiquei a imaginar como seria o amor e a intimidade de Adão e Eva com Deus inicialmente, a imaginar Deus a passear no jardim à tardinha com eles... Deveria ser tão bom!

Na verdade, nós fomos criados para vivermos num paraíso, fomos criados para estar intimamente ligados a Deus e a caminharmos com Ele pela tardinha...

Sim, eu quero estar grata por toda a obra da criação à minha volta, reconhecendo nela o imenso amor que Deus tem por nós! Quero contemplá-la e ouvir a voz de Deus e os seus passos ao meu lado enquanto caminho e ....realizar sempre a Sua vontade...

Depois da brincadeira, olhei para eles e disse:

-" Falta aqui qualquer coisa, não acham?" Eles olharam para mim sem entender.

-" E se hoje em vez de rezarmos o terço à noite, rezássemos aqui?"

-" Sim, o canto de oração!" O Gabriel e a Clarinha começaram a olhar à volta na tentativa de encontrar um bom sítio. Ao lado de uma pedra mais lisa, uma pequena planta rebentava.

-" Aqui!" Em cima da imagem da sagrada Família a Clarinha colocou uma pequenina florinha rosa.




Senti-me um pouco como no paraíso. À medida que percorríamos os mistérios do terço, Deus caminhava ao nosso lado...

Na verdade, um canto de oração representa o nosso coração aberto a Deus. Em qualquer parte podemos fazer um canto de oração, basta termos o coração voltado para Deus e desejarmos que Ele caminhe connosco. O nosso canto de oração existe onde está verdadeiramente o nosso coração...


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Dia da mãe e dia de Maria...

Ontem, o canto de oração estava cheio de prendas para mim: trabalhinhos da escola, desenhos e mais desenhos e até um poema do Gabriel. Não faltaram também as prendas para a Nossa Senhora, a nossa querida mamã: oferecemos os nossos corações e os corações de todas as Famílias de Caná, algumas flores e dedicámos a ela o nosso segundo encontro de Famílias.




Obrigada querida mãe celeste, por me ajudares nesta tão bela missão de ser mãe e eu te peço hoje e sempre:

“Nossa Senhora Auxiliadora, Mãe de Caná, 
ensina-nos a fazer tudo o que Jesus nos disser!”

domingo, 3 de maio de 2015

O nosso segundo encontro de Famílias em Proença-a-nova/ Famílias de Caná

O dia estava chuvoso lá fora, mas dentro do Seminário estava sol: o sol da alegria por estarmos de novo juntos e renovarmos forças para vivermos a nossa fé. As crianças estavam muito contentes de estarem juntas e participaram com muita alegria nas músicas e nas atividades. Apesar de termos sido menos famílias, a partilha foi intensa e o desejo de "fazer tudo o que Jesus nos disser" nas coisas concretas do dia-a-dia esteve sempre presente. 



Neste segundo encontro, depois das músicas em que todos participaram e de invocarmos Maria para proteger e abençoar as nossas famílias, as crianças ficaram com o Serge. Ele falou-lhes da importância de rezar a Maria e porque era Domingo contou-lhes as histórias dos Mistérios Gloriosos do terço. Os mais pequenos tiveram a oportunidade de colorir desenhos desses Mistérios e de construírem uma dezena para rezarem em casa.






 Enquanto isso, eu atualizei a informação das seis bilhas das Famílias de Caná, numa apresentação de Power Point, alternando com fotos da nossa Família ao longo das seis bilhas. Muita conversa surgiu entre cada bilha e a certeza nos nossos corações da urgência da união das famílias, de chamar Deus para dentro das nossas casas, para o nosso casamento e para o coração dos nossos filhos. Depois e porque estamos no mês de Maria, focalizámo-nos na sexta bilha : Consagração e Rosário.

No ensinamento deste mês, a Teresa diz-nos:

"As Famílias de Caná consagram-se a Nossa Senhora no início da sua caminhada, e fazem-no num impulso de amor e de confiança que só os pequenos e os simples possuem. As Famílias de Caná não esperam pelo seu amadurecimento espiritual ou por uma formação específica para se entregarem, sem reservas, nos braços da Mãe." (...)
"Assim também as Famílias de Caná se confiam aos cuidados da mãe antes de serem dignas dessa mesma mãe, antes de serem capazes de viver plenamente, ou mesmo parcialmente, o seu compromisso e os restantes ensinamentos da Igreja. A nossa consagração é o ponto de partida, não o ponto de chegada."

É com esta atitude de desejarmos ser pequeninos e simples nas mãos de Maria, que queremos caminhar na nossa comunidade, estando atentos às famílias à nossa volta, partilhando o que temos/somos e trazendo e cultivando a verdadeira vida e alegria que é Jesus na nossa família.

O momento do lanche é sempre animado!


E porque todos nós temos duas mães: uma biológica e uma espiritual: Maria,  da parte da tarde o nosso momento de oração familiar foi na capela do Seminário. No dia da mãe e de olhos voltados para a imagem de Maria, a Clarinha pediu para dizer sozinha em voz alta a consagração de Nossa Senhora Auxiliadora, mãe de Caná:

“Nossa Senhora Auxiliadora, Mãe de Caná,
Consagramos-te hoje e sempre a nossa família.
Confiamos na tua intercessão de mãe,
Para que o vinho da fé, da esperança e do amor
Nunca acabe em nossa casa.
Faz de nós servos do Senhor, como tu,
E ensina-nos a fazer tudo o que Jesus nos disser.
Ámen!”


Ela estava muito contente porque já tinha decorado toda a oração! Rezámos uma dezena oferecendo os nossos corações e as nossas famílias, por cada Avé Maria, os pequeninos ofereciam uma florinha a Maria.  


Que alegria! 
Obrigada Maria, nossa querida mãe, por esta tarde que abriu os nossos corações...

Ficou a promessa e o desejo de criarem os seus cantos de oração, com uma imagem de Maria... quem sabe se em breve não apresentarei aqui as fotos?


No final, a Clarinha agradeceu a Jesus pelo dia tão bom e numa questão de segundos consegui tirar esta foto





“Nossa Senhora Auxiliadora, Mãe de Caná, ensina-nos a fazer tudo o que Jesus nos disser!”



quarta-feira, 29 de abril de 2015

O nosso domingo do Bom Pastor

-" Clarinha, o que estás a fazer?" A Clarinha tinha acabado de acordar e ainda era cedo.
-" Estou a arrumar o cantinho de oração!"
- " Pois, bem... boa ideia!"

Foi assim, que começou o nosso domingo do Bom Pastor. Depois do sábado em festa, o domingo não ficou atrás!

Enquanto ela arrumava, desarrumava e voltava a arrumar...


...resolvi tirar uma foto, pois tive muito tempo para isso. A brincadeira ainda deu para cantar umas músicas e inventar uma missa.


Antes da nossa missa dominical, dei a catequese. Como tem acontecido nos outros anos, no domingo do Bom Pastor cada aldeia doa no momento do ofertório bens alimentares ou produtos da terra para quem mais precisa. Como tem acontecido nos outros anos, eu e o Serge levamos a oferta da nossa aldeia: um presunto. O Gabriel e a Clarinha também participaram e ajudaram a Catequista do Gabriel a levar os cestinhos com ovos. Foi uma missa muito bonita!

A nossa tarde não podia ser melhor: fomos visitar o lar. É sempre tão bom aqueles momentos em que abraçamos as pessoas e falamos um pouquinho com cada uma. Muitas vezes e pela idade que têm, basta dar um beijinho no rosto ou na testa para recebermos um grande sorriso de alegria do outro lado, outras vezes sentimos um calor no coração!

Ao chegarmos ao lar, a Clarinha teve uma surpresa: encontrou perto da porta de entrada um gatinho bebé. Foi uma festa para ela, teve o tempo todo com ele no colo. Ao entrarmos para estarmos com os idosos, ela pôde levar o gatinho. 



E como se a felicidade dela não bastasse, decidiu coloca-lo no colo de cada idoso: eram festinhas e muitos carinhos.... 




E para terminar o dia, fomos ao CVV de proença-a-nova, realizar mais uma experiência: o jardim reciclado. Tudo o que é ciência e natureza eles gostam muito.


Em tudo o que fazemos, encontramos-Te perto de nós. No rosto dos idosos, participando na Santa Eucaristia e recebendo o Teu corpo e sangue, nas brincadeiras no canto de oração, em experiências de ciência ou nas simples festinhas a um gatinho encontramos o Teu braço amoroso, misericordioso e atento. Obrigado Senhor, por seres um Bom Pastor!

terça-feira, 28 de abril de 2015

A mala dos primeiros socorros lá de casa...

A Sofia no auge dos seus 16 meses corre a casa toda, sobe para cima das cadeiras e sobe as escadas em três tempos e também em três tempos dá grandes quedas e chora. Coisas normais para a idade, apesar de ser uma fase cansativa e de alerta, aprendi a não dar demasiado importância. Com tudo isto, e porque já são três, surgiu naturalmente a "mala de primeiros socorros lá de casa", super eficaz e que até hoje sempre me foi muito útil em todas as situações de quedas.  Quem está todos os dias connosco nem se apercebe das grandes quedas da Sofia pois muitas vezes nem nódoas negras fica. Como já falei aqui e aqui, a água benta, o azeite abençoado e o sal exorcizado são ferramentas utilizadas diariamente em nossa casa em tudo, inclusive para os assuntos de cura física.

Há uns dias atrás, a coisa foi demais, a Sofia deu quedas umas atrás das outras e entalou os dedos na porta, com a força do vento que fazia lá fora. Enfim...

A queda mais forte foi na testa, depois de tropeçar bateu com toda a força na esquina afiada de um banco de madeira. Ao pegar nela, a testa já estava muito inchada e com uma faixa negra onde tinha batido. A primeira coisa que fazemos é aplicar uma faca antiga na zona da queda, uma faca deste género:



Sim, perceberam bem, uma faca. Com a lâmina encostada na testa, o inchaço diminuiu e a zona negra quase desapareceu. Cá na terra, dizem que a liga de aço da lâmina da faca, após uma queda,  não deixa o sangue se juntar e daí o inchado diminuir. Depois, apesar de estar ainda um pouco inchado e com a Sofia a chorar no colo, fui ao canto de oração, peguei no azeite abençoado, rezei, passei na testa e coloquei por cima um pouco do sal. O resultado foi impressionante.  Reparem no sorriso da Sofia. Resolvi tirar uma foto para partilhar convosco.



A minha mãe, que ao ouvir de longe o choro da Sofia,  apareceu de imediato e viu tudo. No final, olhou para mim e disse: " Só pode ser milagre!" . De fato, a nossa fé aliada à simplicidade das coisas e ao amor de Deus faz milagres. Resolvi partilhar convosco, quem tem crianças pequenas, tenham sempre por perto uma faca de lâmina antiga, ou um canivete e um pouco dos sacramentais e rezem com fé. É importante, utilizar a lâmina da faca na zona magoada assim que acontece a queda e dependendo da gravidade aumentar o tempo em contanto com a pele.
No dia seguinte, quase não se percebia que ela tinha caído.

O mesmo aconteceu com a mão que ficou sem marca nenhuma.



Obrigada Jesus, por todas as ferramentas que nos dás através da Igreja, para curar e aliviar a dor!

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Dia diocesano da catequese em família

Sim, este ano como ambos somos catequistas, o dia diocesano da catequese foi vivido em família. No passado dia 25 de Abril estivemos em Castelo de Vide, apesar do frio e chuva foi um dia muito enriquecedor, que nos deixou com o coração cheio.



Ao chegarmos tivemos um momento de acolhimento e oração com a presença e algumas palavras do Sr. Bispo D. Antonino Dias. A cada participante de cada arciprestado foi entregue uma faixa colorida, a nossa era azul.  Catequizandos e catequistas encheram a igreja de alegria e cor.


Da parte da manhã, jovens e crianças tiveram as suas atividades. Enquanto isso, os catequistas tiveram a graça da presença do Pe Paulo Malícia numa conferência intitulada : " Catequese: expressão da maternidade espiritual da Igreja." 



Enquanto ouvia as palavras do Pe. Paulo Malícia, agradeci a Deus por estar ali. Reencontrei de uma forma simples, através das suas palavras, o verdadeiro sentido da catequese numa comunidade, numa paróquia. Lembrei-me de todos os catequistas que perderam a oportunidade de ali estarem presentes e ganharem força para enfrentarem os desafios das nossas comunidades.

Deixo aqui alguns dos meus apontamentos:

 A Igreja é mãe. Uma mãe que dá vida e identidade, pois é ela que nos gera na fé. A fé que é uma dádiva, um dom de Deus, concedido na Igreja e através da Igreja. Como podemos nós viver com Jesus sem a Igreja? Mas será que amamos a Igreja como a nossa própria mãe, sabendo entender também os seus defeitos, fragilidades e limitações?
A Igreja, tal como uma mãe, não se limita a dar vida e identidade mas ela educa os seus filhos e nos sustenta na nossa caminhada. Ela ajuda os seus filhos a crescer, transmitindo a Palavra, os sacramentos: a eucaristia, a reconciliação e a unção dos enfermos.
A Igreja é mãe, mestra e catequiza.
A catequese é sempre expressão da maternidade espiritual da Igreja cuja missão é: gerar, despertar a fé, acolher e sustentar a fé. 
A catequese é para toda a vida porque a Igreja é mãe, e acompanha os seus filhos ao longo de toda a vida.
Os desafios da catequese passam por acolher: os catequizandos, as famílias e as periferias. O catequista deve ser um acompanhador e a catequese deve proporcionar experiências significativas no Amor de Deus, no encontro com Deus, da Palavra de Deus e de ser membro ativo da Igreja.

O tema foi riquíssimo e não dá para expor tudo aqui. 
O que ficou no meu coração deu para confirmar aquilo que eu já tenho experimentado e sentido na catequese: se não for feita por amor e com amor, é em vão todo o nosso esforço de levar aquelas crianças perto do coração de Deus. Através do amor e da proximidade com as suas vidas o catequista dá testemunho vivo da presença de Deus. Um catequista que vive apaixonado por Jesus e tem intimidade com a Igreja depressa conquista os seus corações para uma vida com Deus. É preciso saber acolher, ser próxima dos nossos catequizandos e estender a catequese à vida, aos momentos diversos do dia-a-dia.

Obrigada Pe. Paulo Malícia pelo seu belo testemunho!

Com o coração cheio, tivemos um almoço partilhado, entre as brincadeiras e correrias dos mais pequenos.

Ao voltarmos para a Igreja, a Clarinha trazia na mão duas florinhas: uma ficou ao pé de Maria e a outra aos pés de Jesus com a cruz às costas.



Tivemos um momento musical, com muita alegria com o Padre José Luis Borga



E a Santa Missa presidida pelo nosso querido Bispo D. Antonino Dias.








As crianças e os jovens, que estiveram a ensaiar as músicas e coreografias da parte da manhã, estavam muito felizes e cheios de energia ao longo da Santa Missa.



Voltámos para casa muito felizes e com o coração cheio!