sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Histórias da Bíblia

Como tem sido costume na escola da Clarinha e do Gabriel, a semana da leitura aconteceu. Cada dia da semana, o jardim de infância e o 1º Ciclo juntaram-se para ouvirem uma história. Quarta-feira, foi o meu dia, mas desta vez fiz equipa com o Gabriel. Ainda se lembram da história do ano passado? Este ano foi a história de Jonas.  Levei uma "caixa de surpresas" carregada. Enquanto o Gabriel ia lendo a passagem Bíblica, e eu contava pequenos pormenores, as personagens saltavam da caixa e davam vida à história.  No fim, deixei uns desenhos para eles colorirem e pensarem na história. Gostei imenso. Obrigada pela oportunidade!   




Nunca me cansarei de repetir e de reler cada história da Bíblia e contá-la...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A Palavra de Deus

Este ano o Gabriel está no 4ºano da catequese. A Festa da palavra na nova paróquia foi logo no início do ano onde todos os meninos receberam a sua Bíblia. No final da celebração fui cumprimentar o padre Paulino, o sacerdote nosso amigo que celebrou a missa e entregou as Bíblias. Pedi-lhe que escrevesse algumas palavras para o Gabriel e assinasse para recordação. 

-" Ainda te lembras da promessa que fizeste na missa?"- perguntou-lhe. Ele acenou com a cabeça.
-" A Bíblia não é para ficar na prateleira como ornamento e ganhar pó,  mas sim para ser aberta todos os dias um pouquinho e ouvirmos o que  Jesus tem para nos falar...."

Cá em casa há algumas Bíblias, mas quando ele recebeu a sua começou logo a explorar os mapas das viagens de São Paulo e todos os anexos no fim da mesma e fazia muitas perguntas. Além de ele pegar na Bíblia para a explorar e ler sozinho, desde então, depois das manas mais novas se deitarem ficamos mais um pouquinho meditando as leituras do dia e o salmo. Tem sido muito bom, pois tem sido uma disciplina também para mim. É impressionante como a Palavra de Deus responde, orienta e ilumina o nosso caminho quando temos que tomar decisões e educar os nossos filhos. O que seria de mim sem a Palavra de Deus? Sem a sua orientação? Nela encontro as raízes da minha esperança e alegria!




Sim, este é um grande tesouro! Eu sei que se os meus filhos caminharem segundo a Palavra de Deus encontrarão a verdadeira felicidade e a consolação e socorro de Deus nas dificuldades...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

As intenções de oração para Janeiro pelo Papa

Neste mês de Janeiro peçamos ao Senhor, que pela Sua infinita Misericórdia, conceda a graça a toda  a Humanidade de se sentir filho(a) amado(a) de Deus e desperte no coração de todos a única coisa que nos une : o amor. Saibamos amar...


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Maria

Todos os dias marianos são vividos em clima de festa cá em casa e com o pensamento em Maria, nossa mãe celeste. Na Solenidade  de Santa Maria Mãe de Deus, os pequenos quiseram fazer pãezinhos de queijo e cantar para Maria. Depois da nossa oração familiar todos queriam acender a vela...



Por fim um beijo. Nem mesmo o Gabriel que estava cheio de febre quis ficar de fora e agradecer a Deus todas as coisas boas que Ele tem-nos dado. 


A luz esteve acesa e nos lembrava a verdadeira luz do mundo... O Senhor que nos abençoava:

"O Senhor disse a Moisés:
Fala a Aarão e aos seus filhos e diz-lhes: Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo:
'O Senhor te abençoe e te proteja.
O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável.
O Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz'.
Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel, e Eu os abençoarei."
Nm 6, 22-27

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

A Sagrada Família

No Domingo seguinte ao Natal,  tivemos a bênção de receber a imagem da Sagrada Família na nossa casa. Dia em que celebrávamos como Igreja a Sagrada Família, a Clarinha ofereceu muitas flores que apanhou pelo campo a Jesus. De noite, o cantinho de oração ficou iluminado a noite toda pela "lamparina de Caná" num recipiente com azeite. 
Antes de me deitar, e estando a casa apenas iluminada pela lamparina, olhei para o canto de oração. A sensação interior que tinha era de que ele tinha a presença viva do Senhor. E aí contemplava-o...



Na simplicidade , fragilidade,  pobreza e beleza do presépio contemplo a essência de todas as coisas e vejo a minha pobreza, fragilidade. Compreendo que a família que caminha unida a Deus, que o busca verdadeiramente nada tem a temer do mundo. Cada família que caminha unida ao Senhor é um sacrário vivo da Sagrada família e ela caminha ao seu lado. Precisamos urgentemente de Sacrários vivos da Sagrada Família, famílias capazes de confiar em Deus, de darem testemunho, que não esperem situações nem pessoas perfeitas para servirem mas que entreguem aquilo que são, com as suas limitações a Deus.




Dar testemunho começa em casa e é muito simples. Por exemplo, se rezarmos todos os dias o terço antes das crianças dormirem, em pouco tempo todos os bonecos lá de casa já o sabem rezar também...



quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Dia 20, um dia em cheio...

A poucos dias do nascimento do Senhor, depois dos ensaios e da Santa Missa na nossa comunidade, o grupo da catequese apresentou uma peça de Natal para toda a comunidade dentro da Igreja, depois da benção final do padre Paulino. Uma prenda para o Senhor...


Os meninos andava a treinar a peça que durou 30 minutos já há muitas semanas. A nossa querida catequista Ana Maria apresentou-nos um guião cheio de passagens e com muitas músicas.
A presença e a ternura do nosso "menino Jesus" e de Maria tornaram o ambiente cenário de contemplação... 



O Gabriel e a Clarinha participaram e até eu tive papel na história. Que alegria!


Mas o dia não ficou por aqui. O almoço foi apressado pois já faltada pouco tempo para as 15h e iriamos estar mais uma vez juntos para rezarmos com as famílias de Caná. A Aldeia da abóboda orientada pelo João e pela Sónia, os nossos queridos amigos, caminha com união e simplicidade. 


À luz dos Mistérios da Fé e conduzidos pelo João procurámos meditar no nascimento do Senhor. Lançámos preces diante do Santíssimo para que o Senhor pudesse nascer naqueles locais da nossa vida mais difíceis e que escondemos...
As crianças foram convidadas a se aproximarem mais perto do Santíssimo e a falarem com Jesus. Depois rezámos todos juntos o terço com a presença do Padre Miguel. Que bênção!
A brincadeira e a conversa estendeu-se até á noite no parque das crianças que andavam animadíssimas no escorrega e nos baloiços.
 Um dia em cheio...

sábado, 26 de dezembro de 2015

Um Santo e Feliz Natal

As nossas orações, cânticos e  brincadeiras à volta do pequeno presépio que o Gabriel e a Clarinha montaram com carinho marcaram  a alegria do Advento deste ano nos nossos corações, a expectativa do nascimento do Senhor nas nossas vidas...




... e também as viagens em que os pequenos colhiam florinhas pelo caminho  para as oferecer ao Senhor na capela mais próxima.




Diante do Santíssimo e aos pés de Jesus recém nascido desejo-vos a todos um Santo e Feliz Natal e faço votos que neste ano o Senhor possa entrar na vossa casa e nos vossos corações de uma forma especial e transformadora.


                           


domingo, 29 de novembro de 2015

O nosso sexto encontro de famílias em Proença-a-Nova/ Famílias de Caná

O Gabriel e a Clarinha estavam cheios de saudades do padre Paco e do Seminário do Preciosíssimo Sangue em Proença onde fizeram muitos novos amigos pelos Encontros com as famílias. Este domingo estivemos juntos diante do sacrário da capelinha do Seminário em oração. Depois de cânticos e de cada um agradecer a Deus, lemos a Palavra de Deus - Act 3. Depois de meditarmos, as crianças sentadas num tapete junto de nós faziam desenhos para colocar aos pés do Sacrário, e alternadamente participavam na recitação do terço. Ao rezarmos os Mistérios Gloriosos diante do sacrário pedimos por todas as famílias que não puderam estar presentes, pelos sacerdotes, pelas nossas comunidades e paróquias e pela paz no mundo.



A Aldeia de Caná  será chamada Aldeia de Caná: São Gaspar Del Búfalo, de Proença-a-Nova. São Gaspar foi o fundador dos Missionários do Preciosíssimo Sangue, ardoroso apóstolo da devoção do Precioso Sangue de Jesus, levou o amor de Deus ao povo da periferia de Roma e alcançou muitas graças. Pedimos a sua intersecção nos encontros para que abençoe os sacerdotes e lhes devolva o ardor missionário de "fazer tudo o que Jesus nos disser" e pelas famílias que sintam a missão de viver o evangelho, de não terem medo de dar testemunho e de ir ao encontro das periferias, daqueles que estão mais afastados da vivência e da prática dos sacramentos. 



As fotos são escassas. pois estive muito concentrada na recitação do terço. No fim, as crianças mostraram-nos os seus desenhos e explicaram o que tinham feito. De mãos dadas, cantámos e agradecemos. O lanche seguiu-se apressadamente pois todos queriam ir ter com o padre Paco e visitar os animais do seminário.
 As galinhas passeavam alegremente no campo...



O Gabriel e a Clarinha a colocarem milho partido para as galinhas... 




Vejam os ovos...


As crianças andavam de um lado para o outro todas contentes.


Obrigada Senhor, por estes momentos de oração, partilha, alegria, pelo apoio e presença do Padre Paco, por nos sentirmos família nesta grande família que é a Igreja. Obrigada Senhor, por todas as famílias de Caná espalhadas pelo nosso país. Eu te peço Senhor, abençoa-as em nome do pai, do Filho e do Espirito Santo. Ámen.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Queres ir ver Jesus?

Domingo passado estivemos em Fátima. Depois da missa às 11h na Basílica da Santíssima Trindade, aproveitamos para nos confessarmos. Estava sentada com os mais pequenos à espera da nossa vez. Naquele silêncio profundo, a Irmã que estava presente naquela hora e que costuma orientar as confissões, sorriu para a Sofia quando a viu sentada no meu colo. Ela encostava-se a mim  com um olhar tímido. A Irmã não desistiu e voltou a sorrir, enquanto estendia os braços, dizendo baixinho:" Vem ao meu colo", mas a Sofia agarrava-se ainda mais a mim. Então, a Irmã aproximou-se ainda mais dela e olhando-a nos olhos disse:" Queres ir ver Jesus?". Nesse mesmo instante ela pulou do meu colo e agarrou com a sua mão pequenina a dela. De mãos dadas percorreram uns metros em direção à imagem de Jesus. Eu fiquei espantada e olhei para o Serge. A Irmã apontou para Jesus e pegando-lhe ao colo ambas sorriram. Nesse instante, a Sofia inclinou-se para a frente para dar um beijinho à imagem de Jesus. Aquele gesto da Sofia fez-me pensar e reacender em mim o desejo de servir o Senhor com prontidão, sem hesitação, o "deixar tudo", o saltar do colo, do meu conforto, e segui-Lo, o escolher o essencial sempre que for chamada. Serei eu capaz de o fazer? Será que eu verdadeiramente também quero "ver Jesus"? 

Que tipo de prontidão o Senhor quer de mim?
Amar, amar até doer no meu dia-a-dia, na vocação que Deus me confiou de mãe de família. Será que aquele esforço que eu faço para deixar tudo organizado na cozinha antes de me deitar agrada o Senhor, ou o esforço de empurrar o carrinho na rua com os três ao meu lado fazendo um desvio para a Igreja só para entrar e dizer:" Jesus, gosto muito de ti!" agrada o Senhor?

Bem que eu gostaria de fazer grandes gestos e passar horas diante do Santíssimo, falar do Senhor por toda a parte...

Mas o Senhor me mostra o quando o consolamos nos pequenos esforços do dia-a-dia, o quão sagrado isso é aos Seus olhos se feito com amor...
Dá-me Senhor um coração puro e simples capaz de Te ver, consolar e agir.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Aldeia que reza junta

Acredito que, depois da oração diante do Santíssimo, não há oração mais poderosa que a oração em família. Aquela oração em que o pai e a mãe estão presentes, louvam e agradecem ao Senhor enquanto as crianças se aproximam do seu colo ou dançam e expressam a sua alegria ao Senhor. E quando a nossa família se junta com outras famílias para rezarmos juntas, grandes graças descem sobre todos nós e a presença de Maria se sente nitidamente.

Foi isto que aconteceu no domingo passado, a Sónia e o João aceitaram o desafio e abriram as portas da sua casa. O canto de oração da sua casa foi o local de mais um encontro da Aldeia da Abóboda, com uma nova família. De olhares fixos no canto de oração, formámos um  grande circulo à sua volta, enquanto as crianças se sentavam no tapete no meio de nós. Depois das músicas, as crianças foram desafiadas a desenhar uma prenda para oferecer a Nossa Senhora e Jesus e colocá-la no canto de Oração da Sónia e do João. Cada uma agradeceu a Jesus pelo dia e os adultos pediram pelas suas intenções familiares. Com o terço na mão, cada um, incluindo as crianças mais velhinhas, participavam na recitação do terço. Nas três avé-marias finais pedimos pelo Papa e por todas  as Famílias de Caná. Foi um momento muito especial de muita comunhão espiritual. Não faltou a brincadeira dos mais pequenos lá fora, enquanto nós os pais, abríamos os corações falando um pouco de nós, do nosso percurso na Igreja. Houve boa disposição, gargalhadas.  Tudo coisas típicas de quem vive numa família e se sente muito unido e próximo. Foi muito especial.
Aqui estão alguns dos desenhos e trabalhos dos mais pequenos no final do terço.


A cantar, rezar e a louvar o Senhor!




 E aqui estou eu, a madrinha babada do Matias! Ele por quem eu rezo e me lembro nas minhas orações. Está muito crescido e lindo!



sábado, 7 de novembro de 2015

Unidos...

Unidos em oração e em pensamento à pequena Lúcia. As nossas orações se unem às orações de todas as famílias que rezam pelas suas melhoras. 
Querida Olívia e Álvaro, peço ao Senhor a graça e a força que precisam neste momento para fazerem sempre tudo o que Jesus vos pede. Não caminham sozinhos, muitas e muitas famílias rezam por vós e pela Lúcia...

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

"Fazer tudo o que Jesus nos disser..."

Este fim-de-semana passado estive em minha casa na aldeia a pedir os bolinhos com os mais pequenos. Ao lado da minha casa vivem os meus pais e sempre que voltamos os mais pequenos gostam de matar saudades das coisinhas deles, dos animais, da horta, de brincarem na terra, de estarem com o meu avô ( que está quase a fazer 95 anos). Num desses dias, estava eu sozinha em casa, a ouvir uma boa música enquanto tentava arrumar até ao fim uma série de coisas que com os pequenos é difícil. Estava a sentir-me lindamente, "que cenário perfeito!", pensava eu, " é agora que eu acabo tudo e com calma!" Mas não. Ouvi alguém que bateu à porta. Era a minha mãe.

-" Agora era boa altura para cortares o cabelo ao avô e ao Tio Assis. Amanhã é tudo a correr."
Eu ainda balbuciei. - " Mas,..." Mas calei-me. Não me estava a apetecer nada sair daquele cenário perfeito. Eu estava sozinha aqueles instantes e podia adiantar muito serviço. Mas o senhor me falou ao coração do doce sabor de estar sempre disponível para dizer sim, do doce sabor de ser contrariada e sorrir. Respondi:
- " Vou sair agora"
Cortei o cabelo com muito cuidado, sem correrias. Fiz um esforço enorme por me esquecer da quantidade de coisas que poderia ter feito naquela altura. A cada corte com a tesoura, lembrava-me do Senhor, cuidadosamente aparava o cabelo como se o tivesse a fazer ao Senhor. Enquanto isso meditava:

Será que estamos verdadeiramente disponíveis para dizer sim quando o Senhor nos bate à porta e nos pede coisas? Ou só abrimos quando estamos mal? Quando estamos confortáveis conseguiremos ouvir a Sua voz e segui-la? Ou preferimos escutar só o que nos apetece naquele momento?
No meio das minhas fraquezas, eu desejo "fazer tudo o que Jesus me disser", peço ao Senhor que aumente em mim o amor e alegria de o seguir mesmo que contrariada pelos meus desejos ou projetos. Quero segui-Lo pois eu sei que só ele sabe o que verdadeiramente me fará feliz...
 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O nosso dia especial de Todos os Santos

Há um dia do ano muito aguardado pelos mais pequenos lá de casa: o dia de Todos os Santos. Durante o ano inteiro se ouvem conversas do que se passou no último Dia de todos os Santos. Pelo menos, é o que tem acontecido desde que estamos na casa da Paz,  há 6 anos. Este é um dia também nosso, também nós nos sentimos próximos  deste grupo de irmãos mais velhos, somos família de todos os santos e caminhamos para lá.  Durante o ano inteiro, recorremos a eles com confiança nas nossas dificuldades, suplicamos a sua intercessão diante do Senhor. 

O dia é sempre vivido na Aldeia com muita alegria e entusiasmo, é um dia para darmos abraços, sorrisos, para agradecermos, para visitarmos quem está só e ouvirmos os desabafos de quem já tem idade e só espera o dia de ser chamado pelo Senhor. É um dia inteiramente missionário, ir à casa dos outros, levar alegria.  
"Só espero que para o ano ainda cá esteja para vos dar os bolinhos." " É para mim uma alegria, ver os sorrisos destas crianças",  eram os desabafos de alguns que abriam a porta. 

Este ano os mais pequenos não se cansavam de me lembrar: " Mamã, falta muito para o Dia de todos os Santos?" " Não te esqueças, que temos de estar na casa da Paz no dia dos Bolinhos!"
Os mais pequenos não quiseram faltar. De manhã cedo, estivemos em Cardigos, o Gabriel e a Clarinha, avistaram logo alguns colegas da escola. Em grupo, andámos umas 2 horas sem parar de casa em casa. As crianças levavam uma sacola na mão, batiam na porta de cada casa e cantavam em coro: "Bolinhos, bolinhos em honra e louvor de todos os santinhos!". Do outro lado da porta surgia sempre alguém sorridente com uma mão cheia de rebuçados, bolinhos e uma moeda para oferecer. Com as mãos estendidas e os sacos abertos agradeciam e saiam apressadamente para outra casa. Alguém lembrava: " Não podemos nos atrasar, aproxima-se a hora da missa!"

 

Em pouco tempo chegou a hora da missa. Segredei ao ouvido do Gabriel e da Clarinha: " A bisavó deve estar hoje no altar". Sorri. Sim, não só os santos reconhecidos pela Igreja estavam junto de nós mas também muitos familiares nossos que deram testemunho de Cristo estavam diante de nós no altar naquele instante.

Da parte da tarde, andei eu com os três a pedir os bolinhos pela nossa Aldeia. Gostei muito de conversar com quem nos abria a porta, sempre que cantávamos: " Bolinhos, bolinhos em honra e louvor de todos os santinhos!" Andavam todos tão contentes...









Ainda houve magusto ao fim do dia e ao olharmos para o céu cinzento, ainda apanhámos umas gotinhas de água benta que caia do céu...

Ao serão, ouvimos histórias. Tinha-os desafiado a escolherem um Santo, a mascarem-se e a ouvirmos a história sobre o Santo escolhido.

A Clarinha não hesitou:
- " Eu sou a Santa Filomena. Contas a história dela?" A Santa Filomena está muito presente na nossa casa. Já recorri muitas vezes a ela e sinto a sua protecção. A Clarinha já algum tempo usa o cordão de Santa Filomena e não o larga. Já lhe contei vezes sem conta a sua história e ela nunca se cansa de ouvir.

O Gabriel tinha um fato de cavaleiro do carnaval e disse:
- " Posso ser aquele santo...."
-" São Nuno Álvares Pereira ou São Nuno de Santa Maria?"
-" Sim!"

-"A Sofia é Santa Bárbara."- disse-lhes.
-" Venham ver no computador quem é. Sabem, não se ouve falar muito de Santa Bárbara, vamos conhecer um pouco dela. Sabem, um dia, eu pedi-lhe ajuda. Já não me lembro muito bem em que altura do ano estavámos mas eu estava muito triste e disse-lhe mais ou menos assim: " Santa Bárbara,  não me deixes ficar sem o sacramento da reconciliação nesta altura tão importante. Ajuda-me. Os sacerdotes aqui são poucos ajuda-me a conseguir confessar-me. Passado pouco tempo cruzei-me com um sacerdote. Fiquei muito feliz."
  
Estávamos muito cansados da longa maratona que tínhamos feito, mas felizes. Eles adormeceram em segundos a ouvir-me rezar o terço...

sábado, 31 de outubro de 2015

A santa Missa e a confissão

Quarta-feira passada pelas 19h estávamos a entrar no carro para juntos irmos à missa.Quinta-feira tínhamos famílias em nossa casa, ainda tinha que orientar o almoço para o dia seguinte. A cozinha ainda não estava arrumada, confesso que também é tarde para regularmente ir à missa com crianças. Na verdade, apetecia-me era ir descansar e ir direitinho para a cama. Mas, não... Esqueci-me de mim por um bocado e vesti os pequenos. O Serge ainda me disse: " Ainda tens tanta coisa para fazer..." e fez-me aquele olhar. Mas, não... esqueci de tudo por um momento e troquei de roupa também. Eu sabia que só havia uma maneira de eu ganhar o dia e de ganhar a alegria que precisava para caminhar naquele momento: a Santa missa e a confissão.
Durante a curta viagem de carro, fizemos a nossa oração como o costume e pedi: Senhor, ajuda-nos a estarmos atentos na missa e a receber todas as graças que queres derramar sobre nós. 
A Sofia estava tranquila no colo e o Gabriel esteve atento ( segredei-lhe ao ouvido ao entrar: " Está atento às leituras, no fim vamos fazer perguntas."). Tive a sensação que a missa terminou muito rápido, queria estar mais tempo ali, mas logo me lembrei do cenário lá em casa. Apressei-me a falar com o prior da nossa paróquia, que tinha celebrado a missa. Tive oportunidade de me apresentar como nossa catequista na nossa comunidade ( este ano vou dar o 1º/2º ano) e lhe falar da catequese familiar, dos Mistérios da Fé e das famílias de Caná. Que conversa boa!
- " Mas aqui está a faltar um!"
-" Sim, é a menina do meio, a Clarinha. Ela foi passar o dia e esta noite na casa de uma amiga das famílias com quem caminhamos juntos"- Sorri.
Passados uns segundos, numa cadeirinha junto do Santíssimo, confessei-me e pedi perdão a Deus das minhas fraquezas.
Pode parecer que tudo demorou uma eternidade, mas na verdade foi tudo bem rápido e o meu coração estava cheio. Voltei para casa cheia de alegria e muito leve. O Serge disse-me: " Não te preocupes, amanhã ajudo-te a limpar isto tudo, vem já descansar." Eu sorri-lhe e disse: "Estou ótima! vou ficar mais um pouquinho e depois vou ter contigo." Não sei como aquilo aconteceu em tão pouco tempo, mas não só deixei a cozinha arrumadinha, como também cozinhei o almoço e fiz uma tarte de maçã. Deitei-me e ainda não era tão tarde e dormi muito feliz. " Ganhei o dia, mais uma vez!", pensei em voz alta...


terça-feira, 27 de outubro de 2015

As portas estão sempre abertas para ti na catequese

Quando era catequista do 7º ano na paróquia de Proença-a-nova, tinha a ficha de inscrição de um catequizando que nunca tinha vindo à catequese. Depois de duas ou três faltas seguidas perguntei aos colegas se sabiam quem ele era.

- " Sim, catequista. Ele é da nossa escola e está a repetir o ano. O ano passado nunca veio à catequese." Senti-me triste. Eu era a sua catequista e nem uma vez tive oportunidade de lhe falar de Deus. Algumas vezes já tinha entrado na escola e resolvi voltar. Quando entrava, lá apareciam as caras conhecidas a sair apressadas para o recreio:

- " Olá catequista! Veio visitar-nos?"
-" Estou de passeio e bem acompanhada". A Clarinha era ainda pequena e passeava no meu colo. As funcionárias metiam-se com ela e perguntavam-me quem era.

-" Onde está o resto da turma?"
-" Estão ali do outro lado do recreio."
-" Ah, alguém viu o vosso colega que nunca veio à catequese?"
-" Sim, catequista. Ele é da outra turma. Eu vou lá chamá-lo."

Nesse instante, oiço as meninas a cochichar: " A nossa catequista quer falar com ele", uns andavam para um lado, outros para o outro e mais dois colegas a procurarem-no.  Ás tantas já havia uma multidão à minha volta. Alguém me disse:

-" Ele está aqui catequista!" Aproximei-me dele.  Sorri. 
-" Olá, eu sou a Rute, a tua nova catequista este ano. Não precisas ficar atrapalhado. Sabes, sinto a tua falta nas aulas de catequese, fazes parte do grupo. Sei que és mais velho mas és bem-vindo e as portas estão sempre abertas para ti na catequese." Voltei a sorrir. Ele olhou-me nos olhos e sorriu também. Dei-lhe um grande abraço. Sei que alguma coisa aconteceu naquele instante e nem o fato de ele nunca ter aparecido na catequese depois daquele dia me fizeram sentir fracassada no meu gesto. Eu sei que alguma coisa ficou gravada no seu coração. Será que alguém já lhe tinha dito que sentia falta dele e que ele era bem-vindo na catequese?

Deus faz o mesmo comigo cada instante. Chama-me vezes sem conta quando me afasto. Muitas vezes finjo que não o oiço e insisto caminhar à minha maneira. Mas ele não vai desistir de me chamar até que eu lhe diga sim e volte para perto Dele. Muitas vezes desistimos das pessoas, ignoramo-as sempre que saem da rota e pensamos; " É um caso perdido!" Pelo contrário, são a essas pessoas que temos de dar mais atenção, acolhe-las e trazê-las para perto do amor de Deus. Muitas vezes, esses "casos perdidos" vão à nossa frente para o céu quando se convertem e descobrem o Senhor.

 Deus tinha-o chamado naquele instante mas ele ainda não estava preparado. Sempre que passo perto da escola penso como ele estará. Um dia voltarei. Sim, voltarei, nem que seja para lhe dar de novo um abraço.


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Juntos em Aldeia

A Clarinha já andava cheia de saudades do Gaspar.
-" Mamã, quando vamos a casa do Gaspar?"
-" No próximo Domingo, temos encontro com as famílias de Caná na Aldeia da Abóboda."
-" É retiro, convívio ou missa?" Perguntou o Gabriel para se orientar com o programa.
- " Vamos rezar juntos. Nos encontros das Aldeias de Caná, as famílias encontram-se para rezar juntas. Claro, que também tens um convívio e lanchinho no fim!" Sorri-lhe.

No domingo de manhã, a Clarinha ficou ainda mais contente. Iriamos almoçar juntos na casa do Gaspar, brincar, ver livros e conversar antes do encontro. A missa não a podemos partilhar porque na nossa nova paróquia temos a catequese ao domingo e logo em seguida a missa com os catequistas e os meninos na fila da frente. 
Depois do almoço, de muita conversa, brincadeira, lá fomos todos animados rumo à Igreja de Nossa Senhora da Conceição na Abóboda. Além da nossa família e da família do João e da Sónia, o padre Miguel esteve lá e tivemos a graça de mais duas famílias partilharem aqueles momentos de oração.
O Serge ainda tocou viola ao lado do João algumas músicas e todos cantávamos. Seguindo os Mistérios da Fé, percorrendo do Antigo ao Novo testamento, a palavra Alegria esteve presente no meio da nossa oração.


 O João convidou-nos a fazermos com as crianças uma pagela para colocar no nosso canto de oração,  "Deus sorriu-me", e o desenho dos mais pequenos contando de que forma Deus nos tem feito sorrir. 

Esta foi a pagela que a Clarinha fez ao meu colo. Toda contente explicou em voz alta para as famílias, que estava muito contente com os trabalhinhos que tem feito com a mamã na sua secretária e que Jesus está sempre presente. Ela desenhou Jesus com um florinha atrás da secretária e escreveu a palavra Alegria.


O Gabriel desenhou todos nós a sorrir dentro da cruz de Jesus e embaixo todos juntos voltados para o centro, a luz luminosa que representa Jesus. Ficaram muito giras as pagelas, não concordam?



Rezámos o Magnificat, a consagração a Nossa Senhora e os Mistérios do terço.
Houve tempo para os mais pequenos brincarem um pouco e a Clarinha deliciou-se ao a ouvir histórias contadas pelo Daniel.



A Sónia deixou o desafio de cada encontro ser preparado por uma família diferente. Todos temos maneiras diferentes de rezar e de se expressar e isso pode ser uma forma de nos enriquecermos como grupo.
Dia 15 de Novembro, somos nós a preparar o encontro. 
Haverá por aí alguma família de Caná que se queira juntar a nós?


sábado, 24 de outubro de 2015

A coisa mais preciosa...

Durante a nossa oração familiar há umas semanas atrás, ao olhar para o rosto da Clarinha e do Gabriel, disse-lhes:

- "Eu sei bem as partes do dia que vocês mais gostaram. Será que descobrem qual a parte do dia que a mamã mais gostou?" - O Gabriel sem nenhuma hesitação respondeu:
-" Eu sei! Foram aqueles minutos que estivemos perto de Jesus, não foi?"- A Clarinha continuou-
- " Mas, mamã... foi tão pouco tempo..."
-" Sim, é verdade, Clarinha. Foram só uns minutos, mas eu não trocaria nada deste mundo por aqueles minutos. É a coisa mais preciosa que tenho. "
Eles ficaram a olhar para mim durante uns segundos.
Sempre que eu consigo aqueles minutos, ganho o resto das horas do dia...


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Mamã, já tenho três cruzinhas, viste?!

Depois de voltar a explicar à Clarinha acerca de ainda ser cedo para ela  receber Jesus na Santa Eucaristia, ela descobriu uma coisa que a faz ficar feliz e mais próxima de Jesus na altura da comunhão. 
Quando a Clarinha nos acompanhava na fila da comunhão algumas vezes ela ficava parada à espera de receber Jesus e ficava triste e aborrecida a perguntar-me o porquê de o sr. padre não lhe dar Jesus. Numa missa aqui perto que participámos, o sacerdote tinha o hábito de fazer um sinal da cruz quando as crianças acompanhavam os pais na fila para a comunhão. A Clarinha como não estava acostumada, na primeira vez não esperou, mas ficou a pensar que queria receber a cruzinha do sr. padre.
Também aqui, nesta  nova paróquia, há esse hábito tão belo, que faz os mais pequenos se aproximarem de Jesus e participarem do momento da comunhão. Numa das missas que assistimos, eu estava sozinha com os três. A Clarinha estava um pouco inquieta na missa e no momento da comunhão, ao chegarmos à frente da fila, o sr. padre virou-se para a Clarinha e disse-lhe:
-" Deixa-me fazer-te uma cruzinha para seres santa!" Ela sorriu de boca aberta e quando voltámos para o lugar  ela levantou os braços de contente e disse em voz alta:
-" Mamã, já tenho três cruzinhas, viste?!"
-" Chiuu... Está a falar muito alto. Fica quietinha no teu lugar até ao fim". Foi difícil, não dar nas vistas. Ela estava mesmo contente.



terça-feira, 13 de outubro de 2015

As mudanças, as famílias e a alegria III

Com a mudança de casa surge naturalmente a mudança do grupo de catequese. O Gabriel que passou para o 4ºano da catequese estava um pouco ansioso para saber quem seriam os seus colegas novos na catequese. Como agora estamos inseridos numa pequena comunidade paroquial perto da nossa casa, o ambiente é também muito familiar e próximo. No primeiro dia da catequese, eu fui com o Gabriel, também eu estava ansiosa por cumprimentar as outras catequistas e sentir o ambiente geral. Estavam poucas crianças para a catequese de todos os anos, cumprimentei os meninos e as catequistas e disponibilizei-me para ajudar no que fosse preciso. A catequese em comunidade na paróquia, é de fato, uma oportunidade para chegar a mais famílias e conhecer outras realidades. O Gabriel lá ficou com o grupo todo o resto da catequese. Com isto tudo, a Clarinha, voltou a fazer a mesma pergunta:
- "Porque eu ainda não posso receber Jesus?"
-" Clarinha, ainda és pequena para receber Jesus. Sabes, tens de ir à catequese como o mano, tens que te confessar ao Sr. Padre e saber pedir perdão das vezes que não fazes aquilo que a mãe te pede e tens que estar mais atenta na missa. Tu sabes isso, eu já te tinha explicado, não é?"
-" Mamã, eu posso confessar-me quando o mano for?"
-" Podes, tu sabes quais são as coisas que fazes mal para pedir desculpa a Jesus?"
-"Sim, mas tu podes-me ajudar? E se o padre ficar zangado?"
-" Não tens que ter medo do padre, Clarinha! É Jesus que está a ouvir-te no lugar dele, sabias? Além disso, o padre nunca vai ficar zangado contigo, pelo contrário, ele vai abençoar-te no fim e o teu coração vai ficar limpinho!"  
-" É hoje que nos vamos confessar?"
-" Hoje ainda não. Mas em breve iremos."

Uns dias antes do segundo dia de catequese a Clarinha disse-me num pulo, olhando nos meus olhos:
- " Mamã, também quero ir à catequese com o mano!" 
-" Bom,... podemos perguntar às catequistas. Sabes Clarinha, durante a catequese  tens de estar quietinha e escutar muito bem o que a catequista estiver a falar de Jesus. És capaz? 
-" Sim... É muito difícil?" 
- " Bom, ainda não sabemos se as catequistas vão deixar, pois ainda só tens 5 anos. Os meninos usam um livro na catequese, mas tu ainda não sabes ler." Ela olhou para mim, com um ar pensativo.

No segundo dia de catequese, levei a Clarinha comigo e apresentei-a às catequistas e à catequista responsável explicando o desejo dela de participar na catequese. Receberam-na da braços abertos e ela ficou muito feliz. No mesmo instante fiz a inscrição dela no 1ºano de catequese. E a sua nova amiga também se inscreveu. Que alegria caminharem juntas e se motivando uma a outra na descoberta de Jesus!

- " Mamã, podes-me ensinar as letras?" Eu sorri e pensei, que mais coisas a minha filha me pedirá. Talvez ela possa pôr em prática, o que vai aprendendo comigo, e ler o catecismo do primeiro ano. 
Estamos na aventura das letras e ela tem trabalhado bastante. No intervalo, muitas pinturas a aguarela e desenhos.

Mas não tenham ilusões acerca da santidade da Clarinha. Dos três ela é a mais traquina, cheia de vida, expressiva e comunicativa, mas também é aquela que me dá mais trabalho. É também a mais determinada, aquela que não quer estar parada na missa, pulando para todo o lado e muitas vezes me deixa envergonhada. Mas ela é mesmo assim! Ela tem um desejo grande por Jesus e isso me basta e me consola no meu cansaço, enquanto lhe tendo mostrar o caminho...


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

As mudanças, as famílias e a alegria II

Com a mudança de casa surge naturalmente a mudança de paróquia. Nas primeiras vezes que assisti à missa na nova paróquia reparei no sorriso acolhedor de quem cantava o Salmo. A Lúcia é mãe de uma família muito especial com uma menina da idade da Clarinha chamada Inês. Não pensei duas vezes. No final da missa fui ao encontro dela e apresentei-me. Depois virei-me para a Clarinha:

-" Olha Clarinha, está ali uma menina da tua idade!"- sorri- " Vamos perguntar-lhe o nome?"
-" Ah, é Inês! Olá Inês, está é a Clarinha" A Clarinha deu um pulo de alegria e depois escondeu-se. Ambas sorriram.
-" Moram aqui perto?" perguntei-lhes. E a conversa desenrolou-se rapidamente. Fiquei com o contato dela e passado pouco tempo envio-lhe uma mensagem com o link do meu blog e a falar da vivência das Famílias de Caná. Mas que grande sintonia eu senti da parte deles.
Na última missa ao sairmos juntos da Igreja, olho para a Lúcia e pergunto-lhe:

-" Querem passar na nossa casa? Podemos falar um pouco e as pequenas brincam juntas?" 

Foi um convite meio maluco, principalmente porque estávamos perto da hora do almoço, não tinha preparado nada, a sala nem estava bem arrumada e ainda não os conhecia bem. Mas eu não queria perder aquela oportunidade mágica de estarem todos juntos nem que fosse por uns segundos. Eles aceitaram e sorriram. Pensei para comigo: "Gosto de famílias assim, abertas, dispostas a acolher!"
O Serge ao abrir a porta foi tirando alguns brinquedos do chão e disse:

-" Não reparem na sala, estamos a arrumar as coisas para viajarmos!"
-" Esquece lá isso, não importa." disse-lhe " O importante é falarmos um pouquinho. Que bom estarem aqui!"

A Clarinha e o Gabriel andavam aos saltos de contentes e levaram a Inês para brincar no quarto. Enquanto falávamos, ouvíamos os gritinhos e os pulos de felicidade dos mais pequenos lá em cima, a brincarem às escondidas. Que alegria!

Enquanto eu falava, o Serge só dizia:

- " Rute, fala mais devagar..."
- " Bom,..." dizia eu " Vocês já devem ter reparado que eu sou bastante animada quando o assunto é unir as famílias e falar da fé, e além disso estou mesmo muito feliz de estarmos juntos. Agora  já sabem onde moramos. Temos mesmo que combinar uma refeição juntos!" 

Foi mesmo bom aquele tempinho que estivemos juntos!
Ao irem embora, a Clarinha pedia:
-" Mamã, a Inês pode voltar à tarde para brincar connosco?"
-" Hoje à tarde não pode ser, pois vamos para a casa da Paz, mas ela irá voltar noutro dia de certeza!"

A alegria entre famílias são estas coisas simples, muitas vezes sem nenhuma preparação, aqueles momentos em que estamos  atentos aos sinais do próximo. Aqueles momentos de partilha de coisas boas mas também muitas vezes a partilha de dificuldades, obstáculos e da dor. Aquela batalha de dor individual e familiar que  muitas vezes  ao longo da conversa e da presença juntos se converte em alegria verdadeira que nos possibilita ver o horizonte de Deus. 

Será que Deus nos mostra soluções ou de como aliviar a vida de outra família? Só conseguimos responder se estivermos atentos...