segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Fadas

Queria partilhar convosco um trabalho especial, feito em espirito de oração e contemplação da natureza. Nessa altura, pouco tempo depois de chegarmos a São Bento, o Senhor preparava-nos o  coração para voltarmos para a Sua casa, a igreja. Apesar de nessa altura, não sermos verdadeiras pedras vivas da igreja, sempre buscamos a Deus com sinceridade, na oração, na gratidão...
Estas fadas são fruto de histórias contadas ao Gabriel e da gratidão por tudo aquilo que Deus criou e abençoa na natureza, com beleza, cor e alegria.
Ao olhar para os restos de lã que tinham sobrado há 5 anos atrás, senti no meu coração a presença de anjos que podiam nascer dessa lã e acompanhar crianças. Quem sabe se, ao orarmos, o Senhor nos permite materializar e entrar mais em intimidade com o nosso anjo da guarda? O que dizem?












































domingo, 5 de outubro de 2014

Catequese a dobrar

Como diria o nosso pároco Padre Ilídio "o catequista é o braço direito do sacerdote". É uma grande verdade e vem acompanhada de grandes bençãos de Deus na vida de quem se doa nesta missão tão importante, dar a conhecer o amor de Deus às crianças . Eu posso testemunhar isso. Deus ajuda-nos mesmo, dá-nos forças quando não temos tempo ou quando estamos mais cansados. 
Este ano, o desafio era ambos sermos catequistas. Que alegria!
 Então surgiu outro desafio: como nos vamos organizar para ambos darmos catequese, com os três filhos atrás? Bom, o Serge disse-me logo que só  poderia dar aos Domingos, pois durante a semana tem as explicações e aos sábados os escuteiros. Ok, haveríamos de arranjar uma solução. A hora ideal para ele seria antes da santa missa. Ainda tentámos que a catequista do Gabriel desse na mesma altura, mas não foi possível. O ideal era alternarmos a catequese e um de nós ficava com as crianças mas foi impossível encontrar um horário... Aí lembei-me de tantas vezes que levei a Clarinha bebé para a catequese e como ela se portava bem e gostava.
 Não tivemos alternativa, marcámos os dois a catequese para o mesmo dia da semana e mesma hora. E as crianças? 
Eu tenho o grupo do 6º ano, levei comigo o Gabriel e a Sofia. Como era a hora da sesta da Sofia, ela dormiu o tempo todo no porta bebés e o Gabriel foi o meu braço direito para buscar os materiais necessários ao longo da catequese. Levei também uma manta, para estender no chão da sala, caso a Sofia ficasse acordada ou quisesse brincar e o Gabriel tomava conta dela. O Serge tem o grupo do 9ºano e ficou com a Clarinha, que ficou a catequese toda sentada a fazer desenhos. Correu muito bem! Graças a Deus! Se por acaso, um de nós estiver doente o outro junta as duas turmas, que são pequenas, e realiza uma catequese adaptada. Sei que vai haver catequeses mais complicadas e cansativas, mas confio plenamente que Deus lá estará para nos amparar nesses momentos.
Afinal, estamos lá em nome de Deus!
O que mais desejamos é que estas crianças e jovens façam uma boa caminhada na fé e  sintam ao fim do ano um amor maior a Deus.

Desafio a todos aqueles que dizem que não têm tempo para dar catequese, pois eu sei  que o esforço que nós podemos despender para nos doarmos não é nada comparado com as bençãos que Deus vai derramar ao longo da nossa vida. Eu acredito que Deus coloca um anjo especial ao lado de todos aqueles que servem com amor a sua paróquia, em especial, os catequistas...
Arrisquem!  

sábado, 4 de outubro de 2014

Uma só coisa é necessária...

Uma só coisa é necessária na relação dos pais com os filhos. Se a nossa meta é educar para Deus com sinceridade, levar os nossos filhos a caminharem com confiança nas decisões difíceis da vida desde pequenos, uma só coisa é necessária: conquistar cada dia o coração dos nossos filhos.

E é com grande tristeza e preocupação  no coração que eu digo, se nós pais não conquistarmos o coração dos nossos filhos, o mundo, com todos os ensinamentos e ideologias contra Deus vai conquistá-los de certeza... Enquanto milhares de pessoas dia e noite trabalham para criarem um mundo de histórias  com heróis duvidosos, maneiras de pensar, roupas, brincadeiras para conquistarem o coração dos nossos filhos, nós, que somos os seus pais, quase não perdemos tempo nenhum com eles, nos preocupando em alimentar  o  amor a Deus. Nós católicos estamos a perder terreno... Andamos muito distraídos com as nossas prioridades. Muitas vezes, olho para mim mesma e fico triste de não estar a fazer esse acompanhamento mais a fundo. Como pais andamos muito mais preocupados se eles são ou não obedientes e esquecemos o aspeto importante da confiança que eles sentem por nós. Digo-vos sinceramente, a obediência é muito mais fácil quando se estabelece a confiança.
E como se conquista o coração?
Estejam próximos dos vossos filhos, oiçam os seus medos, inseguranças, entrem nas suas brincadeiras, estejam presentes nos momentos importantes. É preciso que os vossos filhos saibam que o pai ou a mãe estarão lá quando é preciso. É preciso que eles sintam o coração quente quando pensam em nós e que digam "o meu pai e a minha mãe são boas pessoas, capazes de fazer sacrifícios por nós. Com eles posso contar"
Conquistar não significa fazer tudo o que eles pedem, nem tão pouco se conquista o coração dando coisas... conquista-se o coração, dando tempo, sorrisos, abraços e muitas vezes repreendendo e  castigando com amor, corrigindo o que ofende a Deus. Sim, Deus gosta de ver os pais suando tentando corrigir os filhos, pois ele mesmo O faz connosco.


Uma criança aprende mais facilmente amar o sacrifício quando vê os seus pais a sacrificarem o seu tempo nas coisas que para ela são importantes. Isso é conquistar o coração!





quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Amar o que Deus criou...

O Gabriel desde pequenino sempre foi muito observador e sensível à natureza e a todos os bichinhos. Recordo-me quando estávamos no Brasil, que ao pé da porta de entrada da casa, mariposas gigantes e peludas eram atraídas pela luz e ele com apenas dois anos ia ter com elas e pegava-as com carinho, sem medo. Lembro-me da reação de quem via e de outras crianças que se escondiam com medo.
Depois quando viemos para a Casa da Paz, gostava muito das formigas e construía para elas verdadeiras casas à saída dos formigueiros, com direito a pequenos depósitos de comida e sementes. À medida que foi crescendo, começou a pesquisar, observar e a tentar entender como se alimentavam e viviam. O que mais me encantava em tudo isto, era o cuidado e delicadeza com que ele os tratava, sempre com receio de os magoar.  Nestas férias, para grande alegria dele, deixamos que os bichinhos fizessem "estágio" lá em casa por 1, 2 ou 3 dias e depois voltavam para a natureza. Durante esse tempo ele era responsável por eles, dando comida e cuidando para que não morressem. 

Alguns dos resultados estão nestas fotos tiradas pelo Gabriel,


os caracóis são um clássico cá em casa




Esta foto ficou muito boa. 






Esta espécie de gafanhoto, encontrado no meio de rochas, não tinha uma pata e por isso não conseguia saltar




Um gafanhoto muito engraçado





O Gabriel alimentava os peixes com moscas e fruta e mudava regularmente a água





Um lagostim da ribeira




Uma espécie de besouro encontrada perto da lenha





Deus é maravilhoso. Tudo cria com amor e beleza. Saibamos cuidar com amor e respeito a natureza e toda a criação, para melhor O glorificarmos.


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

As bençãos do amor ao terço

Há muitos episódios da nossa vida que o tempo apaga, mas este eu quero escrevê-lo e partilhá-lo convosco para que jamais fique esquecido e um dia o possa relembrar à Clarinha. 
Como contei aqui, o terço é a canção de embalar da Clarinha todas as noites. Temos sido persistentes nisso. Oito horas e a Clarinha vai para a cama sem reclamar, damos-lhe a benção e ela lá fica no quarto. Ajoelhamo-nos no tapete da sala e começamos a rezar o terço, o Gabriel responde. Do quarto eu sei que ela também reza e nos acompanha. O Gabriel ainda fica connosco mais meia hora e depois vai-se deitar também. Para a Clarinha é muito importante dormir bem e o suficiente, senão no dia seguinte anda cheia de sono e agitada. 

Este episódio passou-se há umas semanas atrás antes da escola começar. 
O Serge costuma rezar o terço de manhã quando acorda, às vezes bastante cedo. Nesse dia, o Serge ao levantar-se, começou a rezar o terço em silêncio, perto do quarto deles. De repente, ele para. Ouve a Clarinha a rezar em voz alta o terço também quase ao mesmo tempo que ele, misturado com outras orações como o anjo da guarda. O Serge continuou a rezar o terço em silêncio e a Clarinha esteve pelo menos uns 10 minutos a rezar também. Ao fim de esse tempo, ela fez silêncio. O Serge percebeu que ela estava acordada e perguntou-lhe:
-" Clarinha, estavas a rezar o terço?". Ela abriu um grande sorriso e disse:
-" Sim! Eu vi uma coisa tão linda... eu vi Jesus com os soldados e depois vi um rei que ia dar presentes a Jesus!"
O Serge deitou-se na cama junto a ela e continuou:
- " Sonhaste com Jesus?"
-" Não. Eu vi Jesus como num grande filme"
-"Onde viste esse filme?"
-" Enquanto estava a rezar o terço, vi dois filmes grandes aqui na parede ao pé da cama. Foi tão bonito!"
Como eles estavam numa grande conversa no quarto, o que não é normal. A Clarinha quando acorda, é a primeira a sair da cama e dizer que tem fome. Ao chegar ao quarto, ela correu para me abraçar com um sorriso tão lindo, estava tão contente, nunca a vi acordar assim.
-" Mamã, eu vi Jesus aqui na parede e foi tão lindo...."

Senti um calor no coração, pela alegria que ela irradiava. 

Eu sei que Jesus quer falar ao coração de todos nós e em especial às crianças. Ás vezes fico a pensar na quantidade de crianças que não rezam, nem conhecem Jesus, nas graças que perdem. Para as crianças reconhecerem a voz e  a alegria que vem de Deus é preciso que alguém lhes fale de Jesus. Não deixem de rezar o terço com os vossos filhos, nunca é cedo demais, rezem com eles por perto desde bebés... Jesus caminhará sempre com eles....